Certos economistas, apelidados por Fernando Nogueira da Costa de “lobistas”, anotam na imprensa que o patamar recorde de ocupação da mão-de-obra, cuja busca da plenitude é missão do Banco Central, exigiria contenção por meio de aperto monetário, ou seja, elevação dos juros básicos da economia. O aumento dos salários acima da inflação – não oContinuar lendo “O aumento do emprego precisa vir acompanhado de aumento dos juros?”
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Sobre a intermediação financeira
Em nosso livro O dinheiro, sua história e a acumulação financeira já havíamos apontado o rentismo, quer seja, a acumulação do dinheiro a partir de si mesmo e não da produção de novas mercadorias distintas do equivalente universal, como a fase terminal do desenvolvimento capitalista. O que Fernando Nogueira da Costa traz no artigo abaixoContinuar lendo “Sobre a intermediação financeira”
Por que esses juros tão grandes?
Em tempos em que “o bom senso e o pragmatismo indicam uma elevação da meta de inflação”, o professor de economia da UNB José Luis Oreiro explica que interesses particulares daqueles que tem o poder de representar a sociedade na política monetária têm levado o Estado a manter os juros acima do ponto de equilíbrio.Continuar lendo “Por que esses juros tão grandes?”
A formação bruta de capital fixo no Brasil
A formação bruta de capital fixo (FBCF) corresponde ao acréscimo ao estoque de meios de produção de uma economia ou, como o próprio nome sugere, é o resultado da produção não consumida de imediato, que permite a realização de novos ciclos produtivos, ainda que sujeito à depreciação ao longo do tempo. Sua correlação com oContinuar lendo “A formação bruta de capital fixo no Brasil”
“É notável a estabilidade da concentração patrimonial ao longo do tempo”
Pedro Fandiño, Celia Kerstenetzky e Tais Simões, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostram no estudo abaixo comentado que, “apesar das mudanças profundas pela qual passou o Brasil desde o século XVII”, o tamanho da desigualdade no Brasil permanece razoavelmente estável, em dissonância com a tendência internacional de sua redução.
Austeridade e popularidade
Paulo Kliass “A experiência tem comprovado que os resultados sociais e políticos provocados pela combinação austericida de juros elevados com estrangulamento orçamentário só beneficia os setores do parasitismo financeiro” A proximidade do processo das eleições municipais acabou por deixar um pouco à margem nos grandes meios de comunicação o debate a respeito da perda deContinuar lendo “Austeridade e popularidade”
Governo taxa em 15% lucro de multinacionais de grande faturamento em operação no Brasil
Com a Medida Provisória (MP) 1262/24, o governo estabeleceu uma cobrança adicional da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em 15% sobre o lucro anual de multinacionais (MNES) que faturaram ao menos 750 milhões de euros, cerca de R$ 4,5 bilhões, em pelo menos dois dos últimos quatro anos. O tributo tem vigência previstaContinuar lendo “Governo taxa em 15% lucro de multinacionais de grande faturamento em operação no Brasil”
“Produção versus Rentismo”: livro reúne debate entre empresários e trabalhadores sobre reindustrialização
Com informações da Hora do Povo Os debates entre entidades empresariais, sindicatos, confederações e centrais sobre a construção de um projeto de desenvolvimento poderão agora ser conferidos no livro “Produção versus Rentismo – Trabalhadores e empresários pela reindustrialização do Brasil”, publicado pela Editora Página 8. Com organização de Carlos Pereira, redator especial do HP, o livro éContinuar lendo ““Produção versus Rentismo”: livro reúne debate entre empresários e trabalhadores sobre reindustrialização”
O sistema financeiro nacional na contramão do “desenvolvimento equilibrado do país”
A política de aumento de juros não faz sentido. O Brasil segue uma política monetária que, no curto prazo, tem pouco impacto no controle da inflação, mas que resulta em enormes gastos com juros da dívida pública, recursos que poderiam ser usados de forma mais produtiva Na entrevista abaixo à 247, José Luiz Oreiro apontaContinuar lendo “O sistema financeiro nacional na contramão do “desenvolvimento equilibrado do país””
Estudando economia nos anos 1970
O hoje professor de economia da Unicamp Fernando Nogueira da Costa conta suas memórias dos bancos universitários que frequentou como estudante-bolsista na UFMG, em plena ditadura militar. Em dois artigos, comenta as discussões em classe sobre a teoria da dependência de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Falleto; e a ortodoxia econômica, que redundou no neoliberalismo,Continuar lendo “Estudando economia nos anos 1970”