O hoje professor de economia da Unicamp Fernando Nogueira da Costa conta suas memórias dos bancos universitários que frequentou como estudante-bolsista na UFMG, em plena ditadura militar. Em dois artigos, comenta as discussões em classe sobre a teoria da dependência de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Falleto; e a ortodoxia econômica, que redundou no neoliberalismo,Continuar lendo “Estudando economia nos anos 1970”
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Vivendo de juros
Antes de abordar tecnicamente o assunto, a história do senhor D é contada: ele antecipa a aposentadoria com plano de abrir uma indústria em sua especialidade, mas observa os movimentos da renda fixa e desiste do intento original, passando a viver da renda financeira. O suposto pequeno milionário nada faz de produtivo, mas externa gratidãoContinuar lendo “Vivendo de juros”
Sobre a isenção de tributos na distribuição de lucros e dividendos
O levantamento da Samambaia, trazido pelo Núcleo de Estudos Tributários, deixa clara a distorção da regressividade na cobrança de impostos aos cidadãos. As empresas têm lucros, que são tributados. Mas não se confundem com a pessoa dos seus sócios, cuja renda daí advinda é isenta. Quem ganha entre 10 e 40 salários, algo como R$Continuar lendo “Sobre a isenção de tributos na distribuição de lucros e dividendos”
Crescimento esperado da economia brasileira não é inflacionário
Oreiro e outros economistas antevêem um crescimento do PIB brasileiro entre 2 e 3% no corrente ano. O movimento não deve pressionar a inflação se tomadas medidas de investimentos públicos e privados na produção. Assim, é certo que canalizar dispendios com juros da dívida pública para atividades econômicas que melhorem a oferta de mercadorias faráContinuar lendo “Crescimento esperado da economia brasileira não é inflacionário”
Cai a pobreza, mas aumenta a desigualdade no Brasil
Sem dúvida é boa a notícia que Marsílea Gombata trouxe no Valor. A extrema pobreza foi reduzida em 40% em 2023, primeiro ano do atual governo Lula. Ainda acomete 1,7% da população, ante 2,8% no ano anterior. No entanto, verifica-se no primeiro quadro que a concentração de renda cresceu no país, com os mais ricosContinuar lendo “Cai a pobreza, mas aumenta a desigualdade no Brasil”
Sobre pirâmides financeiras e esquemas Ponzi
Não foi só Bernie Madoff. Os golpes financeiros dos tempos recentes “envolveram “nos quais o dinheiro dos novos investidores paga os antigos” envolveram, no Brasil, R$ 4 bilhões, mais da metade em uma operação chamada de “Boi Gordo”. Fernando Nogueira da Costa traz em seu Cidadania e Cultura informações de Luciana Monteiro, do Valor, sobre pirâmidesContinuar lendo “Sobre pirâmides financeiras e esquemas Ponzi”
Os cinco setores institucionais na formação do PIB brasileiro
Fernando Nogueira da Costa comenta matéria de Lucianne Carneiro no Valor que aborda os setores institucionais da economia – empresas não financeiras, empresas financeiras, governo, famílias e organizações sem fim lucrativo – e sua participação, neste século, na composição do PIB do Brasil. O estudo em tela mostra como as famílias têm se comportado paraContinuar lendo “Os cinco setores institucionais na formação do PIB brasileiro”
Em 7 anos, a reforma trabalhista não cumpriu o que seus promotores prometeram
Nivaldo Santana mostra que a geração de empregos não ocorreu por conta do aumento da jornada de trabalho, a regulamentação do trabalho intermitente e o arrocho salarial trazidos pela reforma de 2017, para não falar do trabalho insalubre autorizado para as mulheres. Integrou o “pacote precarizante” das relações de trabalho o encolhimento da defesa laboral,Continuar lendo “Em 7 anos, a reforma trabalhista não cumpriu o que seus promotores prometeram”
O Banco Central e os riscos e oportunidades sociais e ambientais
Ao economista e professor da FGV Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central do Brasil, incumbiu apresentar o RIS – Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticos de 2024. Documento dá mais visibilidade à atuação do BC em relação às questões climáticas e aos impactos econômicosContinuar lendo “O Banco Central e os riscos e oportunidades sociais e ambientais”
A população brasileira irá envelhecer. Como ficariam as aposentadorias?
A qualidade de vida e os avanços da ciência, aplicados sobre a população brasileira, já permitem projetar o avanço da expectativa de vida no país. Mas como ficam os gastos previdenciários com a melhor idade? Fernando Nogueira da Costa traz, em seu Cidadania@Cultura, um panorama lastreado em matéria de Edna Simão no Valor, que mostraContinuar lendo “A população brasileira irá envelhecer. Como ficariam as aposentadorias?”