Poesia matemática

Um Quociente apaixonou-seUm diaDoidamentePor uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerávelE viu-a, do Ápice à Base…Uma Figura Ímpar;Olhos rombóides, boca trapezóide,Corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da suaUma vidaParalela à dela.Até que se encontraramNo Infinito. “Quem és tu?” indagou eleCom ânsia radical.“Sou a raiz quadrada da soma dos quadrados dos catetos.Mas pode chamar-me Hipotenusa.” E falandoContinuar lendo “Poesia matemática”

A esperança… dança… tem que continuar

O Bêbado e o Equilibrista De João Bosco e Aldir Blanc, com Elis Regina Caía a tarde feito um viadutoE um bêbado trajando luto me lembrou CarlitosA lua, tal qual a dona de um bordelPedia a cada estrela fria um brilho de aluguel E nuvens lá no mata-borrão do céuChupavam manchas torturadasQue sufocoLoucoO bêbado comContinuar lendo “A esperança… dança… tem que continuar”

Futuro neon

Rosani Abou Adal in Paixão por São Paulo, Editora Terceiro Nome Flores brotam no coração da Sé, a Catedral sorri em uníssono. O chafariz ilumina e acolhe os homens sem teto e sem fruto. Os sonhos refazem a vida que colhe esperanças no altar mor das ilusões. O evangelho é proclamado pelos fiéis no banco daContinuar lendo “Futuro neon”

Soneto do perdido amor

Elder Vieira, 7 de Julho de 2022 Amar e não saber-se enfim amado – eis o que consome e entristece. E o coração que d’uma dor assim padece não pode estar seguro e sossegado. Não se trata de querer-se apaziguado, ou sem fome que de alimento até esquece: É ter um bem que de ausênciaContinuar lendo “Soneto do perdido amor”

Prá não dizer que não falei de flores

Na interpretação de Luiz Gonzaga, o Lua Geraldo Vandré Caminhando e cantando e seguindo a cançãoSomos todos iguais, braços dados ou nãoNas escolas, nas ruas, campos, construçõesCaminhando e cantando e seguindo a canção Vem, vamos embora, que esperar não é saberQuem sabe faz a hora, não espera acontecerVem, vamos embora, que esperar não é saberQuemContinuar lendo “Prá não dizer que não falei de flores”

Os filhos de Khalil Gibran

Khalil Gibran (1883-1931) foi um ensaísta, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa, também considerado um filósofo, embora ele mesmo tenha rejeitado esse título. Seus livros e escritos, de simples beleza e espiritualidade, são reconhecidos e admirados para além do mundo árabe. Seus filhos não são seus filhos. São os filhos e filhas da VidaContinuar lendo “Os filhos de Khalil Gibran”

Fim-de-semana da edição nº 1.000

#VacinaSim Domingo, às 15h, sarau; segunda, às 19h, cinema italiano; passatempo histórico; e dois filmes dos anos 20: Nosferatu e Metrópolis Edição anterior Resposta aos dois enigmas: O fósforo; Acenda as pontas de uma das cordas e somente uma da outra corda. Quando a primeira terminar de queimar (meia hora), acenda a segunda ponta daContinuar lendo “Fim-de-semana da edição nº 1.000”

José Aron Sendacz, um homem do mundo

Coligimos aqui o que já publicamos de José Aron Sendacz, cuja obra foi organizada por Hugueta Sendacz no livro Um Homem do Mundo. José Sendacz, um justo Viagem à Polônia (1954) Taib: discurso inaugural Janusz Korczak: escritor, mártir pedagogo POEMAS Ao teu encontro vou – oh dia! Mocinha Estou rindo 50 anos! (13 de Maio)Continuar lendo “José Aron Sendacz, um homem do mundo”

Manifesto

Paulo Mendes e Ronaldo Bertoletti Já conhecíamos o economista e servidor federal aposentado Paulo Mendes, em atividade líder dos funcionários das agências reguladoras, entre outros, por sua avaliação das elites brasileiras. O que se revela agora é a sua verve poética e musical autodidata. Outrora nos seus dezesseis anos, o candango nos legou a peçaContinuar lendo “Manifesto”