Poesia matemática

Um Quociente apaixonou-seUm diaDoidamentePor uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerávelE viu-a, do Ápice à Base…Uma Figura Ímpar;Olhos rombóides, boca trapezóide,Corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da suaUma vidaParalela à dela.Até que se encontraramNo Infinito. “Quem és tu?” indagou eleCom ânsia radical.“Sou a raiz quadrada da soma dos quadrados dos catetos.Mas pode chamar-me Hipotenusa.” E falandoContinuar lendo “Poesia matemática”

Às pessoas que eu amo…

mas optaram pelo capitão Uma crônica de Leo Moraes Tem um poema maravilhoso de Baudelaire chamado “Os Olhos dos Pobres”. Nele o poeta descreve um dia passado com uma mulher maravilhosa, com um nível de afinidade e cumplicidade tal que fazia com que ele, cético, chegasse a acreditar na possibilidade de ter encontrado sua almaContinuar lendo “Às pessoas que eu amo…”

A MAÇÃ É INOCENTE

Publicado originalmente em Virtualidades:
Primeiro inventaram que a Eva deu para o Adão uma maçã. Que a Damares não nos ouça, mas todos sabemos que a fruta que ele mordeu não foi essa. E deve ter feito de levinho, sem tirar pedaço algum no calor do momento. Mesmo assim, em função da pauta de costumes,…

Amanhã vai ser outro dia

Apesar de você Chico Buarque Hoje você é quem mandaFalou, tá faladoNão tem discussãoA minha gente hoje andaFalando de ladoE olhando pro chão, viuVocê que inventou esse estadoE inventou de inventarToda a escuridãoVocê que inventou o pecadoEsqueceu-se de inventarO perdão Apesar de vocêAmanhã há de serOutro diaEu pergunto a vocêOnde vai se esconderDa enorme euforiaComoContinuar lendo “Amanhã vai ser outro dia”

Hino Sindical

Quem apreciou Futuro Neon e a extensa obra poética de Rosani Abou Adal certamente vai cantar com ela o Hino Sindical, que escreveu em clamo de aumento salarial na União Brasileira de Escritores (pleito atendido!). A música é de Carlos Mahlungo. Sem abono, Sem dissídio, Sem aumento, Estamos em greve. (Bis 3 vezes) Salário emContinuar lendo “Hino Sindical”

A Velhinha Contrabandista

Crônica de Stanilaw Ponte Preta Há alguns dias viralizou nas redes a crônica de Gregório Duvivier, comparando o presidente das motociatas com a velhinha da lambreta. O Diário do Centro do Mundo destaca a frase do colunista da Folha: “caso você queira escapar da investigação por um crime comum, basta cometer um crime contra aContinuar lendo “A Velhinha Contrabandista”

Futuro neon

Rosani Abou Adal in Paixão por São Paulo, Editora Terceiro Nome Flores brotam no coração da Sé, a Catedral sorri em uníssono. O chafariz ilumina e acolhe os homens sem teto e sem fruto. Os sonhos refazem a vida que colhe esperanças no altar mor das ilusões. O evangelho é proclamado pelos fiéis no banco daContinuar lendo “Futuro neon”

Fim-de-semana a gosto do leitor

#VacinaSim Tudo de Bom Retiro: lançamento dos livros de Marina Sendacz, o eruv da Casa do Povo e três histórias, inclusive do time do bairro. Números imaginários – resposta alternativa C Temos que: (i + 1)8 = ((i + 1)²)4 = (i² + 2i + 1²)4 (i + 1)8 = (-1 + 2i + 1)4 (i + 1)8 = (2i)4Continuar lendo “Fim-de-semana a gosto do leitor”

Lendas indígenas brasileiras

No portal Segredos do Mundo Renata Gonçalves Pereira relata um pouco dos povos originários do Brasil. Ela destaca: “as lendas indígenas nos traz riquezas em histórias, sabedoria e cultura. Até mesmo nos dia de hoje, as lendas despertam a curiosidade!” Segundo Gustavo Ramos, em seu artigo sobre as tribos indígenas, “os índios foram os primeirosContinuar lendo “Lendas indígenas brasileiras”

Soneto do perdido amor

Elder Vieira, 7 de Julho de 2022 Amar e não saber-se enfim amado – eis o que consome e entristece. E o coração que d’uma dor assim padece não pode estar seguro e sossegado. Não se trata de querer-se apaziguado, ou sem fome que de alimento até esquece: É ter um bem que de ausênciaContinuar lendo “Soneto do perdido amor”