Dinheiro? Se não tem, basta “imprimir” mais

Falamos sobre o dinheiro como mercadoria e a alta do seu preço mesmo quando a procura é escassa, diante da oferta. Mas, e se a produção de moeda – não as cédulas, mas a base monetária – crescesse muito, o que aconteceria? Para avaliar, é preciso conceituar o que seja a base monetária, formada pelosContinuar lendo “Dinheiro? Se não tem, basta “imprimir” mais”

Juros mais altos na recessão – conclusão

No artigo introdutório, procuramos demonstrar que o dinheiro, a par de equivalente universal das mercadorias, é ele próprio objeto de intermediação mercantil. Nessa condição, o preço do dinheiro – a taxa de juros – deveria ser regulado pela famosa lei da oferta da procura do capitalismo. Assim, quanto menos dinheiro disponível, mais caro ele é.Continuar lendo “Juros mais altos na recessão – conclusão”

Juros mais altos na recessão – uma introdução

Yuval Harari, o famoso historiador, está correto quando afirma que o dinheiro – o seu valor, não as cédulas e moedas que o representam – é fruto da imaginação humana. Nos tempos modernos, institui-se o ouro como equivalente universal das mercadorias, aqueles itens que os produtores queriam trocar entre si. Imaginem um costureiro produzindo máscarasContinuar lendo “Juros mais altos na recessão – uma introdução”

Banco Central e o coronavírus (2)

Ontem tratamos do posicionamento do Presidente do Banco Central do Brasil no enfrentamento à pandemia, registrando sua apresentação online para dirigentes financeiros e clientes da XP Investimentos. As curvas que delinearam o final do artigo anterior foram objeto de alguns comentários por leitores. De comum, acrescentaram que o seu alongamento, modelo ideal de se obter,Continuar lendo “Banco Central e o coronavírus (2)”

Banco Central e o coronavírus

O Presidente do Banco Central do Brasil esteve na noite do dia 4 de Abril na firma de investimentos XP para apresentar, antes mesmo de à Nação, os fundamentos das medidas em curso pela Autoridade monetária no enfrentamento à crise sanitária. Roberto Campos Neto falou aos clientes convidados para a transmissão ao vivo sobre osContinuar lendo “Banco Central e o coronavírus”

Injeção de liquidez sem riscos

O Banco Central do Brasil anunciou há poucos dias uma injeção de liquidez de R$ 1,2 trilhão no sistema financeiro. A quem acompanha à distância o trabalho da autarquia, uma breve explicação: a política monetária adotada para conter a inflação à meta projetada é executada colocando e retirando dinheiro de circulação, sempre por meio deContinuar lendo “Injeção de liquidez sem riscos”

O capital estrangeiro no Sistema Financeiro Nacional

Em 2016 produzimos estudo sobre a presença estrangeira no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a sua natural obediência ao universo legal brasileiro, bastante alinhado, aliás, às práticas internacionais. Determina a Constituição da República Federativa do Brasil que todo o investimento estrangeiro precisa atender aos interesses nacionais, exceto se feito no sistema financeiro, no qual bastaContinuar lendo “O capital estrangeiro no Sistema Financeiro Nacional”

Autonomia do Banco Central

A inconclusa regulamentação do Artigo 192 da Constituição Federal, que trata da organização do sistema financeiro, destinada a promover o desenvolvimento equilibrado do país e servir aos interesses da coletividade, dá margem às tentativas de aproveitamento do vácuo legal para interesses particulares, menores que o da sociedade. Volta à cena a autonomia do Banco Central,Continuar lendo “Autonomia do Banco Central”

Banco Central do século 21

Quando em 5 de outubro de 1988 Ulysses Guimarães promulgava no Congresso Nacional a Constituição da República Federativa do Brasil, o sistema financeiro nacional ganhava sua missão cidadã. Das Instituições Financeiras autorizadas a funcionar no país esperavam os constituintes, em nome de todos os brasileiros, que promovessem o desenvolvimento equilibrado do país e servissem aosContinuar lendo “Banco Central do século 21”