Cecília Meirelles Romanceiro da Inconfidência Poema final, após 85 romances Treva da noite, lanosa capa nos ombros curvos dos altos montes aglomerados… Agora, tudo jaz em silêncio: amor, inveja, ódio, inocência, no imenso tempo se estão lavando… Grosso cascalho da humana vida… Negros orgulhos, ingênua audácia, e fingimentos e covardias (e covardias!) vão dando voltasContinuar lendo “Fala dos inconfidentes mortos”
Arquivos da tag:Literatura brasileira
Mãos Dadas
“O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.” Carlos Drummond de Andrade, em 1940 Não serei o poeta de um mundo caduco.Também não cantarei o mundo futuro.Estou preso à vida e olho meus companheiros.Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.Entre eles, considero a enorme realidade.O presente é tão grande,Continuar lendo “Mãos Dadas”
No caminho, com Maiakóvski
Neste Dia Nacional da Poesia trazemos o poema de Eduardo Alves da Costa, cujo trecho em negrito correu mundo e inspirou muitas adaptações sobre a necessidade de sentir como contra si mesmo qualquer injustiça cometida contra qualquer ser humano em qualquer lugar do mundo. Leia o manifesto ao lado na próxima página. Assim como aContinuar lendo “No caminho, com Maiakóvski”
Marina Sendacz: duas histórias
Para crianças de 8 a 120 anos Quando, nos anos 1980, a Editora Paulina trouxe de Marina Sendacz a História da Borboleta, duas outras foram contadas pelas tintas da artista plástica: Ploft, o pinguim de geladeira e O ponto amarelo. As pranchas integram o novo livro, que aguarda a vacinação de todos para o lançamentoContinuar lendo “Marina Sendacz: duas histórias”
A Rosa do Povo
Carta a Stalingrado Contam os mais vividos que todos os dias Eron Domingues abria o Reporter Esso reafirmando que “Stalingrado continua de pé”, animando a certeza dos brasileiros da vitória dos Aliados sobre o nazifascismo. A 31 de janeiro de 1943 o 6º Exército alemão se rendia em Stalingrado. Carlos Drummond de Andrade escreveu esteContinuar lendo “A Rosa do Povo”
As dicas estão de volta
A gente brasileira presente no livro de Elder Vieira: “Os anos verdes de Lindaura”
Nathanael Braia* “Os anos verdes de Lindaura” é o título desse livro de contos curtos de Elder Vieira*. Um “livro da gente brasileira”, como a ele se refere o autor em sua primeira obra em prosa. São 87 contos nos quais desfilam personagens com jeito, linguagem, anseios, angústias, contradições, humor, sonhos, dilemas e saudades daContinuar lendo “A gente brasileira presente no livro de Elder Vieira: “Os anos verdes de Lindaura””
Língua-mãe
Quem saboreou o significado de o frigir dos ovos, certamente vai apreciar este novo conto transcrito das redes sociais, sem autoria identificada. Uma nova homenagem ao português falado no Brasil. Com “s”. Tudo bem, “bowl” é uma palavra arredondada, quase esférica. Mas, podendo dizer a saborosa e recipiente “cumbuca”, a sonora e amigável “pote”, aContinuar lendo “Língua-mãe”
O Guedes machadiano
O portal Migalhas, especializado em rápidas notas sobre os mundos político e jurídico, trouxe uma pérola machadiana, que bem se aplica ao presente ministro. Guedes 1885 No tempo de Machado de Assis já houve um Guedes. Vejamos, ipsis litteris, como o escritor, em crônica datada de 19 de julho de 1885, apresenta-nos o Guedes daquele tempo. ParaContinuar lendo “O Guedes machadiano”
Não Há Vagas
Ferreira Gullar, 1963 O preço do feijãonão cabe no poema. O preçodo arroznão cabe no poema.Não cabem no poema o gása luz o telefonea sonegaçãodo leiteda carnedo açúcardo pão O funcionário públiconão cabe no poemacom seu salário de fomesua vida fechadaem arquivos. Como não cabe no poemao operárioque esmerila seu dia de açoe carvãonas oficinasContinuar lendo “Não Há Vagas”