Um antigo e sábio professor, Sérgio Bio, ensinou uma vez que o indicador socioeconômico mais relevante, o único que deve ser considerado, é o IGF – Índice Geral de Felicidade. Aprendi agora com Rita Almeida que felicidade, no entanto, não é sinônimo de saúde mental. Houve um tempo, no Brasil, em que 60% da verbaContinuar lendo “A felicidade como obrigação”
Arquivos da categoria: Eu por mim
Notas de um engenheiro sobre as questões econômicas atuais
Os engenheiros do Centro Democrático, por meio do seu presidente Luiz Proost, perguntaram a este colega de profissão sobre como retomar a atividade no pós-pandemia, abrindo oportunidade para a súmula abaixo, apresentando cenários com incursões na matéria econômica. Aprendi com os economistas que o capitalismo tem seus ciclos de crise curta e longa, por vezesContinuar lendo “Notas de um engenheiro sobre as questões econômicas atuais”
Mi Buenos Aires…
Encarícia mi sueño Un suave murmúlio de tu suspirar Como rie la vida Quando tus ojos negros me quieren mirar Quando o cônsul cubano me acusou falar o castelhano com sotaque portenho, logo me declarei culpado. Com treze anos, Frida e Angel Jakubowicz, de visita a São Paulo, levaram-me pela primeira vez a Buenos Aires,Continuar lendo “Mi Buenos Aires…”
Dez mil
Não esperava completar dez mil visitas a este blogue quando quinze mil brasileiros já não mais o lerão nem contarão qualquer história. Em uma centena de anos nunca tivemos no Brasil perdas como as de agora. Habitamos hoje um mundo que sofre, o vírus já contaminou mais de quatro e meio milhões dos nossos semelhantes.Continuar lendo “Dez mil”
Cálice de vinho tinto de sangue
Quando no início da semana lembramos de Henfil na nossa História dos Quadrinhos ainda não sabíamos que o Covid-19 ia levar Aldir Blanc à sua morada. Vivemos uma semana em que a morte causada pela pandemia atinge a marca dos dez mil brasileiros e estudos da Faculdade de Medicina da USP indicam dois milhões deContinuar lendo “Cálice de vinho tinto de sangue”
Vai passar, git Pessach, feliz Páscoa
Quando hoje surgir a primeira estrela no céu, terá início mais uma comemoração da Passagem, ou Pessach, ou Páscoa. Admite-se que foi em um dia assim, ambos há milhares de anos, que dois eventos ocorreram. Um ligado à ressureição e outro, mais antigo, à libertação dos escravos do Egito. Chocolates e movimentos das marés aContinuar lendo “Vai passar, git Pessach, feliz Páscoa”
As aulas fora da sala
Nem todas as lições do que chamamos de universidade são, nem poderiam ser, ensinadas entre as quatro paredes de uma sala de aula ou laboratório. Para além da Engenharia Mecânica em que me graduei na USP, em São Carlos, alguns episódios deixaram lições que merecem registro. A portaria que guarnece o campus nestes anos aindaContinuar lendo “As aulas fora da sala”
Justiça Militar da União
Era o ano de 2005 quando finalmente pude honrar as minhas obrigações militares, das quais havia sido dispensado por problemas congênitos no longínquo 1977, ganhando então a condição de reservista do Exército brasileiro. A rigor, a bucólica casa da Avenida Brigadeiro albergava a Justiça Militar da União (JMU), que adentrei por concurso público. Não eraContinuar lendo “Justiça Militar da União”
Conselho Participativo Municipal
Quando em 2013 nos foi confiada pelos vizinhos do Bom Retiro a missão de participar do primeiro Conselho Municipal da então Subprefeitura da Sé – região central da capital paulista – tinha início uma experiência participativa deste e de outros mil cidadãos paulistanos. A pomposa posse no Anhembi, no aniversário da cidade, contou, além daContinuar lendo “Conselho Participativo Municipal”
Os bebês que nascem nos tribunais
Até algum tempo atrás, era unanimidade: as cegonhas traziam os bebês de Paris em vôos que duravam cerca de 9 meses. Mais recentemente, com o crescimento acelerado da população do Brasil, as cegonhas não deram mais conta do recado e surgiu um espaço para a sementinha do papai na barriga da mamãe colaborar com oContinuar lendo “Os bebês que nascem nos tribunais”