Fala dos inconfidentes mortos

Cecília Meirelles Romanceiro da Inconfidência Poema final, após 85 romances Treva da noite, lanosa capa nos ombros curvos dos altos montes aglomerados… Agora, tudo jaz em silêncio: amor, inveja, ódio, inocência, no imenso tempo se estão lavando… Grosso cascalho da humana vida… Negros orgulhos, ingênua audácia, e fingimentos e covardias (e covardias!) vão dando voltasContinuar lendo “Fala dos inconfidentes mortos”

O capetão que veio para dizimar a cultura

Maestro Marcos Vinicius de Andrade IGNORÂNCIA ACIMA DE TUDO, BARBÁRIE ACIMA DE TODOS É sabido que, entre 2015 e 2020, o mercado cultural do Brasil e de quase todo o mundo passou por fortes turbulências, devidas principalmente ao avanço predatório da globalização, aos desníveis sócio-econômicos regionais e, principalmente, à irrupção das novas tecnologias digitais queContinuar lendo “O capetão que veio para dizimar a cultura”

Mãos Dadas

“O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.” Carlos Drummond de Andrade, em 1940 Não serei o poeta de um mundo caduco.Também não cantarei o mundo futuro.Estou preso à vida e olho meus companheiros.Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.Entre eles, considero a enorme realidade.O presente é tão grande,Continuar lendo “Mãos Dadas”

No caminho, com Maiakóvski

Neste Dia Nacional da Poesia trazemos o poema de Eduardo Alves da Costa, cujo trecho em negrito correu mundo e inspirou muitas adaptações sobre a necessidade de sentir como contra si mesmo qualquer injustiça cometida contra qualquer ser humano em qualquer lugar do mundo. Leia o manifesto ao lado na próxima página. Assim como aContinuar lendo “No caminho, com Maiakóvski”

O Ex-eleitor

Publicado originalmente em Marco Belem Blog:
Senhor Presidente, nem sei por onde começar, talvez por aquela escolha feita nas últimas eleições onde eu dizia que se a única conquista fosse afastar o PT do poder já teria valido a pena. Ainda é uma verdade.Fui voz de defesa quando outros poderes e a quase totalidade da…

Carnaval da pauliceia

O carnaval de São Paulo no Bexiga, por Geraldo Filme e uma roda de bambas Batuque de Pirapora Eu era meninoMamãe disse: vamos emboraVocê vai ser batizadoNo samba de PiraporaMamãe fez uma promessaPara me vestir de anjoMe vestiu de azul-celesteNa cabeça um arranjoOuviu-se a voz do festeiroNo meio da multidãoMenino preto não saiAqui nessa procissãoMamãe,Continuar lendo “Carnaval da pauliceia”

Marina Sendacz: duas histórias

Para crianças de 8 a 120 anos Quando, nos anos 1980, a Editora Paulina trouxe de Marina Sendacz a História da Borboleta, duas outras foram contadas pelas tintas da artista plástica: Ploft, o pinguim de geladeira e O ponto amarelo. As pranchas integram o novo livro, que aguarda a vacinação de todos para o lançamentoContinuar lendo “Marina Sendacz: duas histórias”

A Rosa do Povo

Carta a Stalingrado Contam os mais vividos que todos os dias Eron Domingues abria o Reporter Esso reafirmando que “Stalingrado continua de pé”, animando a certeza dos brasileiros da vitória dos Aliados sobre o nazifascismo. A 31 de janeiro de 1943 o 6º Exército alemão se rendia em Stalingrado. Carlos Drummond de Andrade escreveu esteContinuar lendo “A Rosa do Povo”

Basta! Faça o amor cantar mais alto que o fuzil

O samba deste ano dos Gaviões da Fiel – Basta! – é uma rara fusão de dois dos concorrentes: A liberdade veste Gaviões e Chegou o dia da revolução. A bela obra conjunta vai assinada por Grandão, Sukata, Jairo Roizen, Morganti, Guinê, Xérem, Claudio Gladiador, Ribeirinho, Claudinho,  Meiners, Japonês da Moóca, Julhyan, Luciano Costa, FelipeContinuar lendo “Basta! Faça o amor cantar mais alto que o fuzil”

A gente brasileira presente no livro de Elder Vieira: “Os anos verdes de Lindaura”

Nathanael Braia* “Os anos verdes de Lindaura” é o título desse livro de contos curtos de Elder Vieira*. Um “livro da gente brasileira”, como a ele se refere o autor em sua primeira obra em prosa. São 87 contos nos quais desfilam personagens com jeito, linguagem, anseios, angústias, contradições, humor, sonhos, dilemas e saudades daContinuar lendo “A gente brasileira presente no livro de Elder Vieira: “Os anos verdes de Lindaura””