Luiz Regadas recebeu 2.2.2026 no Café com Democracia da cearense TV Atitude Popular o professor Nelson Campos, Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará, para conversar sobre política econômica e o impacto dos juros altos.
À pergunta primordial, de quem o Banco Central é independente, Campos explicou que, diferentemente dos três setores da economia – rural, indústria e serviços – que produzem para os consumidores, os banqueiros, detentores de uma mercadoria muito procurada, lucram. E procuram subjugar não só o Banco Central, mas os próprios Poderes de Estado, da mesma forma que o agronegócio e as plataformas de apostas, conhecidas como bets.
O BCB foi criado na ditadura militar e, desde então, tem servido aos lucrativos interesses dos banqueiros, detalhou o professor. Quem manifesta interesse em tornar a Autarquia dependente de si agora é o presidente estadunidense.
Sobre a Selic de 15% e a desaceleração da economia, o entrevistado lembrou que o Brasil tem um dos maiores juros reais do mundo que, combinados com os mercados cambial e de ações propiciam excelente acumulação financeira ao restrito grupo de investidores muito ricos. Embora a lei determine ao BC “fomentar o pleno emprego“, não parece preocupação atual o mercado de trabalho e a inclusão social para a autoridade monetária.
O Mestre assim concluiu, lembrando que este ano tem eleições:
A riqueza vem do trabalho, trabalhadores são a maior parte da população, mas não fruem do seu trabalho, bilionários não estão preocupados com a população, mas com a rentabilidade de seus investimentos.
Congressistas procuram criar leis que facilitem o domínio financeiro, caso do secretário de segurança de SP que voltou à Câmara para relatar PL de investigação pela PF.
O próprio canal historiou a conversa sob o título “O voto não tem preço, tem consequência“, frase dita pelo convidado.
Nelson Campos também lembrou Luis XIV: “é legal tudo o que eu quero, tudo o que eu quero é legal.

Um comentário em “Enquanto os trabalhadores produzem toda a riqueza, os bancos lucram”