A curiosa correlação positiva entre os crescimentos do PIB e do pagamento de juros

Três em cada quatro reais equivalentes ao aumento do Produto Interno Bruto brasileiro são distribuídos em forma de juros da dívida pública! Tal fato se assemelha com uma distribuição de lucros adicionais do país, já que os titulares dos capitais produtivos também recebem rendas das empresas que controlam, representativas de outra fatia do PIB. EmContinuar lendo “A curiosa correlação positiva entre os crescimentos do PIB e do pagamento de juros”

“É notável a estabilidade da concentração patrimonial ao longo do tempo”

Pedro Fandiño, Celia Kerstenetzky e Tais Simões, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostram no estudo abaixo comentado que, “apesar das mudanças profundas pela qual passou o Brasil desde o século XVII”, o tamanho da desigualdade no Brasil permanece razoavelmente estável, em dissonância com a tendência internacional de sua redução.

A acumulação primitiva do capital

Em 1867 aparecia o 24º capítulo de O Capital, a obra-prima da Karl Marx sobre o desenvolvimento das relações capitalistas de produção, versando sobre “a chamada acumulação original“. O filósofo alemão mostrava que o ponto original da espiral capitalista não era produto da capacidade produtiva e da poupança dos que se iniciavam como capitalistas, masContinuar lendo “A acumulação primitiva do capital”