Dinheiro: simples equivalente universal ou ele próprio uma mercadoria?

A convite do Prof. Dr. Ricardo Plaza, palestramos aos mestres e alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) – campus Caraguatatuba sobre o papel do dinheiro no desenvolvimento capitalista e a posição do Brasil nesse sistema de produção.

Os diapositivos da apresentação, que versou sobre a história do dinheiro, o desenvolvimento capitalista, o sistema financeiro nacional brasileiro, pode ser revista aqui.

Ao final, “receitamos” para o país que mais cresceu no mundo entre 1930 e 1980 trilhar o caminho segundo o interesse nacional inscrito na constituição cidadã: reindustrializar com conteúdo nacional e valorizar o trabalho para que, ao lado de reforçar o mercado interno, o consumo depender menos das cadeias internacionais de produção e suas crises.

Alguns elementos adicionais foram trazidos ao debate.

O fortalecimento da indústria no Brasil não obsta, pelo contrário facilita, a integração regional e com o bloco dos BRICS e outros. O ponto de relevância é o rompimento da dependência externa e a relação soberana com as demais nações do mundo, uma vez que o Brasil se insere de modo subalterno no cenário internacional hoje.

Ao lado das dúvidas sobre as criptomoedas, que já procuramos esclarecer nesta página, foi suscitada a questão das chamadas moedas sociais, que circulam em comunidades como Palmas e Paraisópolis. Elas cumprem as funções de moeda privada de alcance local, mas não suprem o conjunto das trocas mercantis, vez que a comunidade não é autossuficiente em tudo o que consome, exigindo câmbio para reais ao trazer mercadorias de fora.

Por fim, nos foi pedida uma opinião sobre os riscos de novo conflito global, advindos da ascensão econômica chinesa e o declínio da hegemonia estadunidense na economia global. O ascenso do fascismo há um século foi uma resposta desesperada das classes decadentes ante as novas relações de produção que surgiam, algo que se vê repetir nos dias de hoje e pode, se não cuidarmos da paz e do bom entendimento entre os sapiens, evoluir para uma crise de desenvolvimento insensato.

Iso Sendacz, titular deste Brasil e o mundo, é Engenheiro, Especialista aposentado do BCB, diretor da Casa do Povo e conselheiro da CNTU, EngD e Aguaviva, além de integrar a direção estadual paulista de PCdoB. Anteriormente, ministrou à CTB o curso O dinheiro, sua história e a acumulação financeira.

Leia também da cobertura do IFSP – Caraguatatuba.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

5 comentários em “Dinheiro: simples equivalente universal ou ele próprio uma mercadoria?

  1. O ” dinheiro moderno ” é o instrumento de Colonização Modetno nada a ver com Valores e/ou dignidade do fator produtivo.

    É o MAIOR ESTELIONATO DA CIVILIZAÇÃO!
    ORIGEM DE TODOS OS DESCAMINHOS!
    DROGRA QUE VICIOU A “DESUMANIDADE”
    NADA A VET COM A DIGNIDADE DO TRABLAHO HONESTO.

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