Elementos para uma reforma do sistema financeiro brasileiro

A edição nº 175 da revista Princípios traz também as considerações dos economistas Diogo Santos e Sérgio Barroso, ambos integrantes da Fundação Maurício Grabois, sobre a mais destacada reforma estruturante que o Brasil precisa realizar para completar a sua independência.

Em resumo, o texto sustenta que a atual configuração do sistema financeiro no país, bastante desconectada dos desafios do desenvolvimento nacional, não é um fenômeno natural, mas o resultado de sucessivas rodadas de reformas e arranjos político-institucionais que ampliaram o controle privado sobre os fluxos financeiros, em detrimento da canalização deles para a transformação produtiva e tecnológica do país.

O artigo propõe três eixos para a realização de uma reforma do sistema financeiro com o objetivo de criar um sistema de coordenação pública do financiamento para orientar o investimento e o desenvolvimento: a reforma do regime de política monetária; a reconstrução de um sistema público de financiamento da transformação produtiva; e a coordenação pública do mercado de capitais.

O artigo conclui que a efetivação dessa agenda requer ação política consciente para enfrentar o poder estrutural da finança e condicionar o sistema financeiro aos objetivos do desenvolvimento nacional e da elevação da qualidade de vida do povo brasileiro.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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