O aumento do emprego precisa vir acompanhado de aumento dos juros?

Certos economistas, apelidados por Fernando Nogueira da Costa de “lobistas”, anotam na imprensa que o patamar recorde de ocupação da mão-de-obra, cuja busca da plenitude é missão do Banco Central, exigiria contenção por meio de aperto monetário, ou seja, elevação dos juros básicos da economia.

O aumento dos salários acima da inflação – não o da renda financeira e da distribuição dos lucros e dividendos! – seria, para os comentaristas citados, um agravante do quadro. Esquecem-se eles, ou não, que mais trabalho significa mais mercadorias disponíveis, ajudando a aproximar a oferta da demanda e distensionando a subida dos preços.

Note-se, no entanto, que 6.6% de desempregados representam cerca de 7 milhões de brasileiros em condições de produzir. Um bom plano público de ocupação dessa mão-de-obra pode reduzir a dependência de importações e mesmo as tensões sociais derivadas da pobreza resultante da desocupação.

Os números apurados e os comentários de Fernando Nogueira em seu blogue Cidadania e Cultura estão a seguir.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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