Carreata à italiana

Enquanto “playboys safados”, como disseram os gaúchos ontem em Porto Alegre, buzinam dos seus carros pelo “direito” de explorar as pessoas literalmente até à morte, na ruas da sofrida Itália circulam formações de caminhões militares transportando caixões lacrados. As autoridades daquele país, que já fez seu turno de epicentro da pandemia, se dizem arrependidas de não ter promovido o necessários isolamento social.

A orientação da Organização Mundial da Saúde é clara e de fácil entendimento não só pelos cidadãos do mundo, mas até pelos seus governantes. Todas os presidentes integram os esforços das Nações Unidas? Não, há uma exceção.

Mais uma vez Bolsonaro foi à TV incitar a desobediência civil de suas cada vez menores e mais isoladas hordas. “Às ruas pelo fim do isolamento”, disse algo estúpido como isso.

O artigo 258 do código penal tipifica: “Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”. As autoridades internacionais, municipais, estaduais e inclusive federais foram taxativas em determinar o isolamento social para vencer a pandemia.

Nos últimos dias, até para ilustrar a quarentena em casa, produzimos e reproduzimos uma séries de artigos e opiniões para que o Brasil derrote o vírus e o verme. Cinco deles para ler, reler e divulgar neste fim-de-semana em casa são:

Se uma marcha ao Planalto para apontar o dedo diretamente na cara do principal responsável pela disseminação viral é vedada no momento, a interação virtual não só é altamente recomendável como útil para superar o difícil momento que vivemos.

O PCdoB, como muitas organizações comprometidas em primeiro lugar com a vida humana, tem trabalhado dessa forma. E, na reunião de sua direção nacional de ontem detalhou as tarefas dos brasileiros de bem para esta quadra da história:

No momento em que “a presidência da República, apartada da maioria da sociedade, conflitada com os demais Poderes, com os estados e entremeio a uma terrível pandemia, abre guerra com as autoridades médicas e sanitárias“, “ também dá sequência à escalada golpista que visa à ruptura com o regime democrático“.

Dessa forma, “eixo central para o país não mergulhar numa situação trágica é a convergência de um amplo campo político e social em defesa da saúde e da vida dos brasileiros, do emprego e da renda dos trabalhadores, da sobrevivência das empresas, e para salvaguardar a própria democracia“.

Para que a economia se recupere e avance após debelada a pandemia, muitas coisas são necessárias. Mas em primeiro lugar vem a vida de todas as pessoas.

Reproduzido na Hora do Povo.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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