Dominância Estrangeira na Bolsa de Valores X Palpites Infelizes dos Especuladores Locais

Parte importante da grande propriedade empresarial legal não rural em países como o Brasil é representada por valores mobiliários (ações e assemelhados), negociados em bolsas de valores.
Muito da titularidade desses papeis representativos das sociedades anônimas listadas encontra-se no exterior, revelando mais um aspecto da dependência externa do Brasil.
Mas nem todos os 100 bilhões de reais vindos de fora lá tiveram origem. Parte é fruto do produto nacional, remetido ou como lucro ou como depósito em bancos sediados em outros países, para ficar nos dois mecanismos principais.
Tempo houve em que a remessa de lucros ao exterior tinha limites, o que não ocorre nestes tempos de supremacia financeira liberalizante no capitalismo globalmente hegemônico, em que as frações das empresas, do ponto de vista dos aplicadores de maior monta, são meros geradores de novos recursos monetários, independente da atividade empresarial produtiva.

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O investidor estrangeiro colocou na bolsa brasileira o maior volume da história em 2022. A entrada de recursos de investidores não residentes nas ações já listadas na B3 totalizou R$ 100,8 bilhões no ano passado, a despeito da forte volatilidade do mercado. A percepção de que muitos papéis locais estavam baratos, a surpresa positiva do PIB e a expectativa de que o Banco Central (BC) pudesse começar a reduzir a taxa de juros já no começo de 2023 atraíram dinheiro internacional.

O Brasil também se beneficiou de uma certa falta de opções para o investidor de emergentes. Outros mercados – como China, em razão do combate à covid-19, e Rússia, em guerra contra a Ucrânia – tornaram-se menos atrativos. O conflito geopolítico teve outra consequência: elevou os preços das commodities, setor que tem participação importante na bolsa local.

Assim, a entrada de recursos de não residentes foi a maior…

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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