Em 2022 o peso da economia subterrânea no PIB foi de 17,8% e movimentou cerca de R$ 1,7 trilhão

Da mesma forma que indesejável a informalidade no trabalho, pela supressão de direitos que acarreta à pessoa do produtor, a atividade empresária oculta à supervisão do Estado, mesmo que hegemonicamente não configure em prática criminosa, pode gerar distorções no tecido social brasileiro e no desenvolvimento das forças produtivas sob o capitalismo nas condições dependentes que o Brasil atravessa.
No debate merece atenção a necessária progressividade tributária, objeto de detalhados estudos pelos Auditores Fiscais da Receita Federal em Menos desigualdade, mais Brasil.

Blog Cidadania & Cultura

Edson Luiz Vismona é presidente do ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial)
Fernando de Holanda Barbosa Filho é economista do FGV/Ibre. Ambos escreveram o artigo de divulgação ( Opinião _ Valor Econômico) abaixo compartilhado.

PIB no ano de 2022, como mostra o Índice da Economia Subterrânea (IES). Este resultado é maior do que o observado no ano de 2021 (17,4%) e aponta para uma volta ao padrão de elevações observadas no período pré-pandemia. O índice construído numa parceria entre o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, o ETCO, e o FGV/Ibre mensura a evolução da economia subterrânea desde 2003 e procura capturar a evolução das atividades que operam à margem das legislações e regulamentações que afetam as atividades formais no país.

As altas observadas no indicador até o ano de 2019 foram consequência da crise iniciada em meados de 2014, que reduziu o setor formal da economia, e da lenta…

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

Um comentário em “Em 2022 o peso da economia subterrânea no PIB foi de 17,8% e movimentou cerca de R$ 1,7 trilhão

  1. Os telenoticiários, quando citam os produtos “piratas”, sempre se referem à perda que a venda “pirata” acarreta para o PIB, uma alegação totalmente inverídica porque o mercado “pirata” vende para um público sem poder de compra nas lojas “oficiais”. Ou seja, se não fosse a “produção pirata” o país estaria ainda pior economicamente.

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