Participação brasileira no PIB mundial é a menor em mais de 4 décadas

Ilustração sobre a quebra da bolsa de NY em 1930

Com informações da Soberania Brasil

De se notar que o Brasil foi o país que mais cresceu na era Vargas (30-80); o advento da crescente submissão aos centros econômicos estrangeiros já na década de 60 fez a economia brasileira perder força, perdendo participação relativa especialmente a partir do domínio das finanças sobre a produção, apesar de a população economicamente ativa do Brasil ter crescido de 44 a 107 milhões de pessoas nas últimas quatro décadas, mais aceleradamente que a população humana do mundo.

O Brasil tem diminuído ano a ano, década após década, a sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Em outras palavras isso significa que o país não tem conseguido acompanhar o ritmo de crescimento do mundo, ou seja, o país tem empobrecido e ficado menos competitivo.

De acordo com levantamento da CNN Brasil Business, solicitado para a Austin Rating, é possível ver que desde 1980 (42 anos) a participação nacional no PIB mundial vem caindo. Segundo a agência classificadora de risco, com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), em 1980 o PIB brasileiro correspondia a 4,3% do mundial. Número que caiu para 3,6% em 90, 3,1% em 2020 e chega em 2022 a representar somente 2,3%.

A medição é feita por meio da métrica PPC — paridade de poder de compra. Com o parâmetro, é visto que o Brasil, sempre líder entre os latino-americanos, tem a participação em queda livre, apesar de permanecer na liderança entre estes países.

As explicações para a situação por analistas consultados pela CNN são o baixo desempenho do desenvolvimento brasileiro em relação às demais nações, situação comum aos países subdesenvolvidos, que não conseguem romper a barreia do baixo crescimento.

Como exemplo, em 1980, a participação do México era de 3%, da Argentina 1,3% e do Chile 0,3%. Em 2022, o México tem 1,8% de participação, a Argentina 0,7% e o Chile 0,4%. Ou seja, México e Argentina também tiveram quedas, porém menos acentuadas, já o Chile conseguiu avançar, ainda que minimamente.

Acresça-se que, no período analisado, a participação chinesa no PIB global mais que triplicou.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: