Há 80 anos, o Brasil entrava em guerra contra o nazifascismo

Declaração de estado de guerra

Embora o anúncio tenha-se dado alguns dias antes, foi em 31 de Agosto de 1942 que o Brasil, por meio do decreto do Presidente Getúlio Vargas de nº 10.358, declarava o estado de guerra contra o Eixo nazifascista, performando-se ao lado das Nações Unidas no combate da Humanidade contra a barbárie.

Segundo Cezar Xavier, no Vermelho, “em 22 de agosto, após ter seus navios mercantes torpedeados”, “Getúlio Vargas disse que estava em ‘estado de beligerância’ com a Alemanha e a Itália”.

“A declaração de guerra foi uma resposta do presidente Getúlio Vargas à pressão da população. De fevereiro a agosto de 1942, 19 navios brasileiros foram torpedeados pelas forças alemãs, o que causou a morte de 742 pessoas. O incidente teve o mesmo efeito do ataque japonês a Pearl Harbour sobre os americanos”, complementa Xavier, informando que “Vargas optou por seguir as orientações do seu ministro das Relações Exteriores, Osvaldo Aranha”.

O governo de Getúlio Vargas, ao lado de empreender um esforço nacional em favor da vida na Terra, também soube tirar proveito dos conflitos interimperialistas, cedendo espaço à bases aliadas em Natal e obtendo os recursos para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional, marco da industrialização brasileira, que teve em Guilherme Guinle o seu primeiro presidente.

A preparação da Força Expedicionária Brasileira tomou ainda longos meses até o desembarque na Itália. Uma divisão com 25 mil pracinhas “sentou a pua” do que havia de mais apodrecido nos círculos imperiais da época. E o apoio brasileiro veio também dos “soldados da borracha”, que foram à Amazonia explorar o látex faltante no mundo.

Quando novamente no Brasil os sinais do fascismo se fazem sentir aqui e ali, é hora de honrar a memória dos combatentes de ontem e de estarmos mobilizados e atentos.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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