2ª onda?

Uma semana após a flexibilização “laranja” no Estado de São Paulo, a ocupação de leitos de UTI segue pouco abaixo de 70%. A contaminação, no entanto, cresceu 26% em sete dias, mais do que na relativamente estável semana anterior:

A estabilidade da marcha letal do vírus pode ser explicada pelo comportamento popular diante da flexibilização da quarentena:

No Estado como um todo, a metade dos cidadãos manteve-se em contato social, índice semelhante ao da capital paulista (à esquerda, abaixo) e da Baixada Santista. Nesses dois pólos de foco viral os resultados da semana também não foram diferentes do período anterior – as curvas continuaram apontando para o alto.

A linha contínua representa a média móvel de 7 dias
Fonte: Seade

Enquanto a Nova Zelândia só retomou o convívio social após cinco semanas sem qualquer nova internação, no Brasil a contaminação progride, mesmo em queda, à taxa de 4% ao dia, o dobro do mundo. Se há, como verifica a Folha de São Paulo, o risco de uma segunda onda em outros países, o que dizer da nossa vizinhança?

Reproduzido na Baixada de Fato.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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