Quadrinhos – parte V

Mesmo na vizinha Argentina talvez poucos saibam quem foi Joaquin Salvador Lavado, 87 anos, que em 1950 chegou a Buenos Aires com pouco mais de um lápis na mão. Sua obra-prima, no entanto, cruzou fronteiras e oceanos e tornou-o um dos mais relevantes quadrinistas do planeta em todos os tempos.

Em 1963 Quino foi convidado por uma agência de publicidade a criar uma campanha oculta (hoje merchandising) de eletrodomésticos, pouco distribuídos nos lares argentinos. Assim surgiu a contestadora Mafalda, em uma casa que os aparatos tinham tudo para facilitar a vida da família.

Televisores e ferros de passar roupa à parte, o charme da jovem menina sempre foi a sua preocupação social e ecológica com toda a gente de todos os recantos do planeta.

Ícone dos valores democráticos, encontrava identidade entre os jovens inconformados dos anos 60 e 70, que clamavam com as vozes moucas pela liberdade ofuscada pelas ditaduras sulamericanas.

A Quino, os agradecimentos deste sopófobo pelo conjunto da obra que aprendi a apreciar desde minha primeira visita à Argentina, em 1974. Obra que a portuguesa Dom Quixote precisou de mais de 400 páginas para acomodar todas as tiras!

Continua…

To be continued… A continuación…

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.