
Fernando Nogueira da Costa
No gabinete climatizado do Banco Central funciona uma máquina com upgrade, ao ser montada na Faria Lima. Chama-se Robô Copom. De 45 em 45 dias, suas engrenagens começam a girar. Gráficos aparecem nas telas. Depois de dois dias de processamento, o Robô anuncia regular e solenemente:
— Manter os juros elevados por período suficientemente prolongado.
[…]
Moral da estória: uma economia não é um relógio newtoniano, onde uma força produz mecanicamente outra. É um sistema histórico, institucional e adaptativo, no qual causas tornam-se consequências e consequências retroagem sobre suas causas. O maior risco de uma política econômica com pensamento automático não é o robô calcular errado: é estar programado para considerar como “objetiva” apenas a realidade compatível com seu próprio algoritmo.
Leia em Cidadania&Cultura a crônica com ciência econômica:
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Um comentário em “O Robô e a Inteligência Artificial no Copom do Banco Central”