
Conforme ilustra a imagem, José Luis Oreiro, professor de economia da UNB, separa o “joio” do “trigo” das críticas à obra de Kenneth Pomeranz: A Grande Divergência (2000).
A publicação de A Grande Divergência (2000), de Kenneth Pomeranz, representou um marco na historiografia econômica ao desafiar as narrativas eurocêntricas sobre o pioneirismo industrial britânico. Ao argumentar que os núcleos dinâmicos da Ásia (como o Delta do Yangtzé) e da Europa apresentavam níveis comparáveis de desenvolvimento até cerca de 1800, Pomeranz atribuiu a decolagem inglesa a fatores exógenos: um alívio ecológico e geográfico propiciado pelo carvão abundante e pela exploração territorial do Novo Mundo.
O extenso debate que se seguiu produziu uma miríade de críticas empíricas e teóricas. Contudo, para consolidar uma análise estrutural e robusta do desenvolvimento e da mudança estrutural, é imprescindível “separar o joio do trigo” — isolando as críticas frágeis e metodologicamente ruidosas daquelas críticas incontornáveis que atingem o coração histórico da divergência.
O “Joio”
- A Ilusão dos “Mercados Perfeitos” (A Visão Institucionalista Ortodoxa)
- Os Limites e Vieses da Cliometria Pré-1950
O “Trigo”
- A Construção do Estado Fiscal-Militar e do Império Ultramarino
- Política Industrial, Emulação e Retornos Crescentes
Os elementos são detalhados no blogue do autor:

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