
O engenheiro civil e âncora do programa A Política Nua e Crua* Amaury Monteiro Junior apresentou no Mutirão pela Soberania sua contribuição ao debate sobre evolução e desafios na universalização do saneamento no Brasil.
Assim o professor introduz o assunto, que você confere em vídeo a conversa e lê no linque abaixo a apresentação adaptada em texto:
O debate contemporâneo acerca da “Evolução e os desafios da universalização do saneamento no Brasil” exige, antes de tudo, uma provocação fundamental: de qual “evolução” de fato se está falando? Afinal, tratar de saneamento básico não pode ser um exercício reduzido a planilhas de Excel ou a gráficos de desempenho financeiro.
O saneamento traduz-se, na realidade, na vida do filho da trabalhadora que é privado de frequentar a escola devido a uma diarreia; reflete-se na dignidade da avó que almeja caminhar pela rua sem o esgoto correndo a céu aberto na porta de sua residência. O saneamento é saúde pública em sua essência, constituindo a barreira mais poderosa existente contra a mortalidade infantil.
Por essa razão, o cenário atual desperta profunda revolta. A recente privatização, em definitivo, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) não representa evolução alguma, mas sim um retrocesso histórico. Trata-se do momento em que o Executivo abre mão de cuidar de seu povo para entregar um bem vital de bandeja ao mercado. O maior desafio para a universalização do saneamento hoje, em São Paulo, possui nome e sobrenome: a transformação de um direito fundamental em mercadoria.
A Conferência pela Soberania teve início em fevereiro de 2026 e discorreu, entre outros temas relevantes para a nacionalidade, a defesa nacional e economia e sociedade. Confira também sobre saneamento no Brasil o posicionamento do saudoso Markito Duarte, a retomada de empresas pelo Estado mundo afora e Sede, só de lucro.
*A Política Nua e Crua vai ao ar aos sábados, 16 horas, no Canal Arte Agora.

Um comentário em “Água é direito, não mercadoria!”