Manchetes do dia – 10.6.2026

Hora do Povo – Os bancos e demais instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), voltaram a elevar a projeção para a taxa básica de juros ao fim de 2026.  Segundo o boletim Focus do BC, o ponto médio da estimativa da Selic subiu de 13,25% para 13,50% ao ano na última semana. O intuito é pressionar o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) a cessar ou até elevar os juros em sua próxima reunião, que será realizada nos dias 17 e 18 de junho. 

Jornal GGN – Há dois números que, postos lado a lado, resumem um problema estrutural da economia brasileira. No Brasil, o crédito livre a empresas custa, em média, cerca de 25% ao ano. Na França, o crédito a pequenas e médias empresas custa em torno de 3,45% ao ano. A diferença é de quase sete vezes. Parte dela é explicável pela política monetária — a Selic a 15% contra um custo de captação europeu ancorado pelo Banco Central Europeu em torno de 2%. Mas a parte mais reveladora não é essa.

Hora do Povo – O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, destacou a importância da Embraer para o país e disse que o governo federal tem tomado medidas para impedir que a crise internacional do preço dos combustíveis afete o mercado nacional de aviação. No Rio, ele disse, na 82ª Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que o governo Lula quer impor uma política de estado para o setor para aproveitar ao máximo nossas capacidades na área de transição energética e produção de biocombustíveis.

Hora do Povo – Allan Kardec: poucas forças moldaram tanto a história contemporânea quanto a migração do centro de gravidade do petróleo. No início do século 20, o eixo energético mundial eram os Estados Unidos. Os campos da Pensilvânia, do Texas e de Oklahoma sustentaram a industrialização americana e contribuíram decisivamente para transformar o país na principal potência econômica do planeta. Quando o centro de gravidade do petróleo muda de lugar, a geopolítica mundial se desloca com ele.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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