Palantir: a Big Tech acusada de atacar a liberdade de expressão

Alex Karp, Stephen Cohen. Joe Lonsdale e Peter Thiel fundaram em 2004 a Palantir Technologies, uma empresa de análise de dados (“data-mining”) de escala governamental e corporativa. A ela se associou Peter Yarvin, ideólogo do tecnofascismo.

Hoje, a Palantir possui contratos com negócios como a Wendy’s e instituições como o Departamento da Defesa do Governo dos Estados Unidos e o Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido. A Palantir é uma das 20 empresas mais ricas no mundo, e um dos gigantes tecnológicos das últimas décadas.

Segundo a própria empresa, sua missão é “desenhar tecnologia que ajude às instituições a proteger a liberdade”, mas em anos mais recentes, críticas surgiram relacionadas ao potencial perigo que a Palantir representa para a liberdade de expressão, assim como aos direitos civis e à privacidade das pessoas.

O pesquisador Ergon Cugler foi entrevistado pelo jornalista Ícaro Brum para falar sobre o avanço da Palantir, a Big Tech de vigilância financiada pela CIA. que acumulou uma capitalização de mercado de 329 bilhões de dólares vendendo sistemas de inteligência artificial voltados para o controle social e espionagem.

Um levantamento de Cugler para Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que mais de 35 mil usuários brasileiros acessam grupos neonazistas apenas no Telegram. Entre 2015 e 2022, de acordo com monitoramento feito pela antropóloga Adriana Dias, o número de células neonazistas no Brasil passou de 72 para 1117. Mais da metade (587) surgiu entre outubro de 2021 e novembro de 2022.

Esta é a reportagem do Fantástico, mostrando a ilegal mas real expansão no neonazismo em solo brasileiro, para responder à pergunta “Você em 2014 e em 2018 ajudou a eleger deputados e senadores estaduais e federais que são simpatizantes do nazismo”?

Durante dez anos, o Partido Nazista no Brasil — nome dado à seção do partido nazista alemão no país — operou de forma legal e disseminou ideais totalitários e antissemitas por meio de jornais, eventos e até em escolas da comunidade alemã. Para alguns historiadores, trata-se do maior partido nazista fora da Alemanha durante o Terceiro Reich (1933-1945), com 2.900 filiados em 17 estados. Foi a primeira e última vez que o Brasil teve um partido nazista reconhecido por lei, já que em 1989 o nazismo passou a ser criminalizado no país, com penas que podem variar entre dois e cinco anos de reclusão.

Foi na época de ascenção do hoje novamente presidiário Bolsonaro que o vereador paulistano Daniel Annenberg chamou ao debate sobre o crescimento do antissemitismo e do neozismo no Brasil, mesa em que demos a nossa contribuição.

Mais elementos para o debate nas seguintes matérias:

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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