Renda: trabalho x capital

O professor de economia da Unicamp Fernando Nogueira da Costa vai além da constatação de o capital apropriar-se de uma parte substancial da produção mercantil, extraída do trabalho dos produtores de forma cada vez mais concentrada.

Nas suas palavras:

A desigualdade no Brasil não é apenas um fenômeno de “quem ganha mais”, mas sim uma disparidade estrutural entre quem vive da renda do trabalho e quem vive da renda do capital. Enquanto as pesquisas domiciliares (PNAD) indicavam uma redução da desigualdade na base, os dados do IRPF mostram o topo da pirâmide ter se descolado do restante do país, capturando relativamente a maior parte do crescimento da renda nacional.

[…]

Devemos lutar para manter como plausível um caminho social-desenvolvimentista democrático com planejamento indicativo. Ele não será uma versão da China; será mais fragmentado e sujeito a ciclos.

É provável a redução de pobreza absoluta, mas provavelmente a desigualdade será persistente sem reformas tributárias mais profundas. A democracia tende a se manter, mas não é garantida — depende de desempenho econômico e solidez institucional.

Leia na íntegra em Cidadania & Cultura:

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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