
O professor da UnB José Luis Oreiro faz análise dos números da economia brasileira a partir de 2019, mostrando resultados bastante melhores no atual que no anterior governo. O crescimento médio do PIB entre 2023 e o início deste ano é superior a 3,2% aa, tendo ficado abaixo de 1,5%, em média, entre 2019 e 2022.
Mesmo regado a juros reais negativos na maior parte do quadriênio, justificáveis no período pandêmico, Bolsonaro apresentou crescimento econômico menor e inflação e desemprego mais altos que seu sucessor.


O choque de juros reais não produziu efeito significato sobre a inflação de alimentos, cujos preços subiram por motivos climáticos – cheia no sul e seca no norte e nordeste -; nem impediram que o desemprego caísse e o PIB dobrasse de ritmo no início do governo Lula, quando comparado com seu antecessor.
No entanto, há menor espaço político para ampliar os gastos públicos em investimentos e programas sociais neste e no próximo ano, de resto limitados por ações provindas do próprio Ministério da Economia – a austeridade fiscal e o maior rigor no regime de metas de inflação, que condiciona a ação do Banco Central e seus juros reais entre os maiores do mundo.
Os efeitos dos avanços e da prospectiva desaceleração econômica sobre a popularidade do presidente far-se-ão sentir nos próximos meses, conclui Oreiro.
Os gráficos foram elaborados por José Luís Oreiro com base em dados do Ipeadata.

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