
Em tempos em que “o bom senso e o pragmatismo indicam uma elevação da meta de inflação”, o professor de economia da UNB José Luis Oreiro explica que interesses particulares daqueles que tem o poder de representar a sociedade na política monetária têm levado o Estado a manter os juros acima do ponto de equilíbrio.
A inflação no Brasil se mostra resistente a taxa de juros, numa semelhança notável com pessoas que padecem de diabetes tipo-2, quando níveis elevados de glicose no sangue se originam de resistência a insulina.
Muito se diz que é preciso cortar gastos para enfrentar a inflação. Uma rubrica que chama a atenção nas contas públicas envolve a ilimitada despesa financeira determinada pelo Banco Central que, em doze meses, consumiu quase um trilhão de reais.
Com a economia daí advinda é possível aumentar a oferta de produtos, mediante em investimentos na formação bruta de capital fixo e elevação da circulação de mercadorias não monetárias.

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