BC anuncia juros extorsivos até junho de 2023

Hora do Povo

Em apenas um ano, R$ 586,4 bilhões foram tirados da sociedade e transferidos para os bancos

O Banco Central (BC) indicou, após reunião do Comitê Política Monetária (COPOM) realizada em setembro, que pretende manter a taxa básica da economia (Selic) em 13,75% por um período “suficientemente prolongado” para alcançar a convergência da inflação à meta. Não descartou, no entanto, que pode voltar a subir os juros caso o processo de redução inflacionária não ocorra como o esperado.

A maioria dos economistas e representantes de instituições do sistema financeiro continua prevendo que o primeiro corte da taxa Selic deve ocorrer em junho de 2023.

O arrocho monetário imposto ao país, com aval de Bolsonaro, condena a economia permanentemente a baixo crescimento. Sob seu governo, o Brasil voltou a ocupar o primeiro lugar entre 40 países com o maior juro real do mundo, inibindo os investimentos, encarecendo o crédito e asfixiando a produção e a geração de empregos.

Essa manipulação da Selic apenas garantiu uma transferência bilionária e perversa de recursos públicos para rentistas. Em doze meses até julho, foram R$ 586,4 extraídos da sociedade para pagamento de juros, dinheiro da indústria, comércio, serviços não financeiros, e das famílias entregues para os bancos, e está na base das medíocres taxas de crescimento da economia nacional previstas para este ano com projeção para 2,67% e, para 2023, em 0,53%.

Com carestia, desemprego, renda achatada e juros altos, 68 milhões de brasileiros estão deixando de pagar dívidas, inclusive as contas de luz e água, para poderem pagar o aluguel ou garantir uma cesta básica, quando assim conseguem fazê-lo. As mazelas ainda são muitas outras. (+453 palavras, os números da crise na Hora do Povo)

A política econômica do governo Bolsonaro está posta e a geografia do caos seria inexorável com sua continuidade na Presidência do país.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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