Política externa independente para o novo projeto de desenvolvimento nacional

A Cátedra Claudio Campos, da Fundação Maurício Grabois, deu seguimento ao seminário “Nacional-desenvolvimentismo e o novo projeto de desenvolvimento nacional“, tratando na segunda rodada da política externa independente e a defesa nacional.

Ao abrir os trabalhos, o titular da cátedra Nilson Araújo rememorou as bases getulistas do nacional-desenvolvimentismo, em que o investimento público, o aumento dos salários e a criação de um mercado interno potente, ao lado da aliança entre o Estado e a burguesia nacionais, propiciavam o avanço independente do Brasil. A guinada neoliberal dos anos 80 em diante minou as bases da política externa brasileira, tornando o país cada vez mais empobrecido e dependente dos centros imperialistas.

Sobre os pontos em debate, o professor Luis Fernandes centrou sua análise no avanço chinês no cenário internacional, atuando no mercado capitalista sob “orientação socialista”.

Já o economista Paulo Nogueira Batista resumiu o que demonstrou em seu livro “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”: o país é muito grande e com um potencial econômico tão evidente que não deve ser caudatário, mas merecedor do respeito internacional de sempre.

Por fim, o professor da Escola Superior de Guerra Ronaldo Carmona chamou a atenção para a importância das Forças Armadas para o projeto nacional de desenvolvimento. Ele lembrou o papel desempenhado por elas na história do país e criticou aqueles que consideram incompatível levar em conta as Forças Armadas em um projeto de desenvolvimento nacional. Em sua opinião, não se pode cair num infantilismo de considerar as Forças Armadas como partido político ou uma força contrária ao desenvolvimento nacional.

Sintetizamos aqui a matéria da Hora do Povo, que traz mais informações sobre a sessão e a programação completa do seminário. Confira também a cobertura da abertura do evento.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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