A saída da Ford e os salários rebaixados

Henry Ford, o criador dos veículos automotores e do método de produção que levam o seu nome, procurava oferecer aos seus empregados elevados salários, não só para motiva-los ao trabalho nas fábricas, mas principalmente para que pudessem comprar o seu produto: ter seu próprio carro.

Há cem anos a multinacional iniciava a montagem dos modelos T e TT no Bom Retiro paulistano, com um então significativo capital de 25 mil dólares, provenientes da vizinha Argentina. (confira a história original em São Paulo Antiga).

Além dos lucros que a clientela brasileira lhe proporcionou, é certo que está deixando o Brasil com um pouco mais do que isso na sua conta bancária. Então, por que abriu mão do nosso mercado interno?

Em boa medida está a política econômica neoliberal, oposta ao industrial dos EUA, que mais não faz que flexibilizar regras trabalhistas para reduzir salários, reduzindo a capacidade da maioria dos brasileiros de pagar pelos produtos que fabrica.

Quando as leis trabalhistas foram consolidadas e o salário mínimo instituído, o crescimento econômico de meio século inaugurado por Vargas não deixou a desejar.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

6 comentários em “A saída da Ford e os salários rebaixados

  1. A FORD deixa o Brasil e abandona seu negócio, produção de automóvel, atividade que seu fundador iniciou, aperfeiçoou e universalizou? contribuindo para que seu País, como potência industrial, superasse a Inglaterra, se tornando um País rico, desenvolvido e poderoso. Os filósofos, intelectuais encerrados nos castelos e catedrais confessionais da Europa aderindo a Reforma e migraram para a colônia americana onde vestiram uniforme de trabalho, e arranjaram emprego de contabilista, economistas. engenheiros e criaram máquinas, cidades e o Estado constitucional republicano, Detroit,, já na década de 90, viu milhares de casas desocupadas com a emigração de desempregados da indústria automobilística abandonando uma tradicional cidade industrial dos EUA onde tiveram sede a FORD, CHRYSLER E GM.
    As indústrias produtoras de carros atuais, já não fabricam motores, peças e agora investidores procuram países e lugares onde o custo de produção é baixo e instalam manufatura de motor e outros componentes em grande escala que são exportados para onde encontram mercado para atender demanda específica. É o fim de uma era,

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