Vitória!

O fuso horário faz dividir as comemorações da Vitória Aliada em 8 de Maio de 1945. Era noite na Alemanha quando o Marechal Zukhov lia os termos da rendição nazista, pondo fim a um morticínio que durava já mais de lustro sobre a Humanidade.

O esforço que o Brasil e as Nações Unidas, muitas delas ocupadas pelo inimigo, fizeram para derrotar o fascismo foi glorioso. Nossos pracinhas lutaram na Europa e ajudaram a libertar a Itália. O motivado exército dos EUA desembarcou na Normandia para liberta a França.

Mas a pá de cal sobre Hitler e seus sequazes foi hasteada sobre o Reischtag (parlamento alemão) pelos valorosos libertadores de Berlim – o Exército Vermelho. O fuso horário fez a festa da liberdade ser comemorada ao redor do mundo em dois dias diferentes.

Se há 75 anos a guerra terminou, o mesmo não se pode dizer do fascismo que, como o Tigre Branco, persiste em atazanar a vida de todos nós que o pensamos superado.

Em São Paulo, marca a nossa memória um monumento cultural: a Casa do Povo.

Ao lado, poema de 1939 de José Aron Sendacz (Paz, na tradução de Hugueta Sendacz em Um Homem do Mundo), representando o nosso espírito combatente às hordas nazifascistas.

E hoje e amanhã vamos assistir a saga de dois jovens no rumo da Vitória, em A caminho de Berlim, gratuito hoje e amanhã:

A caminho de Berlim, 8 e 9.5

CPC Umes/Mosfilm

Saiba de tudo!

Glória eterna aos heróis que tombaram!

Se mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria!

FASCISMO NUNCA MAIS!

Reproduzido na Hora do Povo.

LIBERDADE

Oh paz, belo sonho dos povos,

Eras a mais preciosa para mim,

Eu como milhões, sonhava contigo,

Como gerações almejavam por ti.

Porém, quando devo falar de ti agora,

Sinto apenas ódio, sinto apenas ira,

Eras para mim como uma bela virgem,

Agora te tornaste uma mulher de rua.

Que, qualquer um que queira,

Pode, ainda, o sangue pingando nas

mãos,

Sorrir para ti com um ranger dos dentes,

Chamar-te com a voz de falsidade.

Os bandos do duce se divertiam contigo,

Sobre as ruínas de um país,

Quando as feras nazistas arrasavam

cidades,

Lembravam-se de ti.

Quando na Europa os assassinos,

Condenavam os povos ao aniquilamento,

Quando no Oriente a cobra amarela,

Semeava a morte e a fome.

Em Munique te conspurcaram,

Proibiram um país de se defender,

Quando traidores apunhalaram um povo,

Estavas gravada na ponta da espada.

Então diga como posso falar de ti agora,

Apesar de estares raivosa, apesar de te aborrecer,

É difícil eu agora almejar por ti,

Quando a tua imagem está para mim tão

denegrida.

Porém não pense que perdi a coragem,

É apenas um momento de desespero,

Encontro forças para lutar por ti,

Pelo amanhã para o qual dirijo a minha mente.

E, quando romper meus grilhões,

Também te libertarei,

Destruirei tua roupagem,

Farei roupas novas para ti.

Das tuas vergonhas te livrarei,

Armarei novamente a tua tenda,

Com pombas brancas a enfeitarei,

E te implantarei no mundo.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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