
Conforme demonstra o titular de economia da Unicamp Fernando Nogueira da Costa, “quase sete em cada dez médias e grandes empresas vêm se financiando exclusivamente com capital próprio”. Não se trata de despreparo dos dirigentes empresariais, mas do “alto custo de captação bancária, referenciado à Selic fixada pelo Banco Central do Brasil”.
No caso brasileiro, suponha financiamento a Pessoa Jurídica – Capital de giro com prazo até 365 dias – Prefixado, por exemplo, na Caixa a 45% aa (ou 3,1% a.m.) e no Banco do Brasil a 38% aa (ou 2,7% a.m.). Se a empresa tem retorno operacional esperado de 10% ao ano, ela não é irracional ao evitar crédito. Ela está sendo prudente.
Nesse caso, o autofinanciamento não é sinal de atraso. É sinal de sobrevivência.
A alavancagem financeira é desejável apenas quando o fluxo de caixa esperado supera com segurança os compromissos financeiros. Quando os juros permanecem elevados durante muito tempo, a economia migra para posições cada vez mais conservadoras.
O artigo do professor traz mais elementos sobre a questão.
