
A participação dos brasileiros nas classes D e E caiu para o menor nível em 2025. Atualmente, 19,4% da população vive em domicílios com renda de até R$ 760 por pessoa, cerca de 41 milhões de pessoas.
A série histórica da consultoria tem início em 2012, quando as classes D e E representavam 31,6% da população brasileira. O percentual atingiu o pico em 2021, no governo de extrema-direita, chegando a 34%, em meio à pandemia de covid-19.
A melhora do mercado de trabalho e os programas de transferência de renda contribuíram para a redução dessa parcela da população e para que famílias migrassem para faixas de renda mais elevadas, afirma o economista Bruno Imaizumi, responsável pelo levantamento.
Apesar da melhora, a ascensão social das classes mais baixas para as classes intermediárias é geralmente frágil. A maioria dessas pessoas não conseguiu acumular patrimônio ou reservas suficientes para sustentar essa melhora de forma independente, ainda dependem de um cenário econômico favorável, por meio do trabalho e da renda, mas também da inflação controlada e dos juros baixos, por exemplo.
Saiba mais com Fernando Nogueira da Costa em seu Cidadania&Cultura.
Sobre o tema, o economista titular da Unicamp alertava em 2020 sobre a regressão social no Brasil e, à sequência do presente artigo, fala sobre o crescimento da renda, sem o equivalente quanto ao patrimônio dos mais pobres.
