Servidão consentida e desindustrialização

O professor de economia da UNB José Luis Oreiro serviu-se da IA para reunir em relatório teoria e prática econômica dos últimos vinte anos, que redundou em redução em dois terços do papel da indústria no PIB brasileiro.

Este relatório constitui uma análise exaustiva e crítica da produção intelectual do economista José Luis Oreiro sobre o fenômeno da desindustrialização brasileira, abrangendo o arco temporal de 2006 a 2025. O documento investiga a gênese, a evolução e a consolidação do diagnóstico de Oreiro, partindo de seu manifesto seminal de 2006, “Desindustrialização: a crônica da servidão consentida”, até suas mais recentes intervenções sobre a “neoindustrialização” e o arcabouço fiscal do governo Lula III. A análise baseia-se na dissecção de sua produção acadêmica em periódicos de alto impacto — como o Brazilian Journal of Political EconomyPSL Quarterly ReviewStructural Change and Economic Dynamics e International Review of Economic Policy — e na sua atuação como intelectual público nas páginas do Valor Econômico e Correio Braziliense.

O diagnóstico central de Oreiro identifica a desindustrialização brasileira não como uma transição benigna rumo a uma economia de serviços, mas como uma patologia econômica estrutural (“Doença Holandesa” não neutralizada) e uma escolha política deliberada (“servidão consentida”). A tese sustenta que o regime macroeconômico brasileiro, caracterizado pela “trindade perversa” de juros altos, câmbio apreciado e abertura financeira, inviabilizou a competitividade da indústria de transformação, condenando o país a uma trajetória de baixo crescimento potencial e reprimarização da pauta exportadora.

O relatório dedica atenção especial ao intenso debate travado com a ortodoxia liberal, personificada nas figuras de Alexandre Schwartsman e outros críticos, e examina a complexa evolução do pensamento de economistas desenvolvimentistas como André Nassif, que inicialmente questionaram a tese da desindustrialização. A análise dos dados empíricos das últimas duas décadas corrobora, em larga medida, as previsões de Oreiro: a perda de densidade industrial resultou em estagnação da produtividade e “irrelevância econômica” relativa. Por fim, o relatório explora as barreiras de economia política à reindustrialização, descrevendo a formação de uma coalizão de classes rentista-financeira que bloqueia a adoção de um câmbio competitivo, perpetuando o ciclo de subdesenvolvimento.

O estudo da peça produzida tem o condão adicional de elevar a autoestima nacional e revelar potencial do Brasil de se constituir como uma grande Nação:

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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