A acumulação financeira sobre o endividamento público e a desigualdade social

Um dos melhores negócios privados, o endividamento público é no Brasil fator importante de acumulação financeira pelos detentores de capital monetário, à base, hoje, de um trilhão por ano.

Neste estudo, Fernando Nogueira da Costa mostra “como os juros e o endividamento público se tornaram mecanismos estruturais de reprodução da desigualdade e de dominação política“.

Um dos melhores negócios privados, o endividamento público é no Brasil fator importante de acumulação financeira pelos detentores de capital monetário, à base, hoje, de um trilhão por ano.

Neste estudo, Fernando Nogueira da Costa mostra “como os juros e o endividamento público se tornaram mecanismos estruturais de reprodução da desigualdade e de dominação política“.

Segundo o professor

Teria havido um descolamento progressivo com a expansão dos mercados financeiros, inovação de produtos (securitização, derivativos) e crescente capacidade de criação de crédito. O juro passou a operar cada vez mais como preço de posição — remuneração por deter ativos, cuja escassez é socialmente construída, por meio de títulos públicos, terrenos, licenças, quotas etc.

Quandobancos e demais instituições financeiras criam crédito endógeno, o dinheiro entra no circuito por empréstimos e títulos, não pela ótica convencional de “poupança real”. Isso diluiria a relação direta entre poupança e investimento produtivo.

Veja o conjunto de suas razões:

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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