
Mesmo diante de um Índice de Gini de 0,82 no Brasil, com um Banco Central já com razoável grau de independência (ver gráfico), há quem defenda que juros de 15% ajudam a diminuir desigualdade social no país.
A análise do doutor em economia da Unicamp Fernando Nogueira da Costa mostra que não, pois “proteger o poder aquisitivo não significa aumentar a renda relativamente à dos mais ricos”, que incrementam seus nada módicos rendimentos mensais com a sua capitalização pelos juros elevados. Além disso,
Outros efeitos possíveis da autonomia do BC atuam na direção contrária, como a redução do espaço fiscal para programas sociais, o aumento do desemprego, a desregulamentação financeira e a redução do poder de barganha dos trabalhadores.
Confira o desmonte das falácias neoliberais sobre a maior eficiência de um banco central independente, que no Senado se discute avançar por meio da PEC 65/2023:

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