
Com informações do Jornal GGN
Na sessão solene da Câmara dos Deputados que registrou os 60 anos do Banco Central, Gabriel Galípolo aproveitou a oportunidade para justificar a taxa Selic, que atualmente é de 14,25% ao ano.
Diante das críticas dos parlamentares, ele atribuiu as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) ao dinamismo da economia brasileira, garantindo que é preciso manter “doses tão altas de taxas de juros para controlar a inflação”. O presidente do BC disse ainda que seu compromisso com a meta de inflação é inabalável.
Em resposta, o deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE) afirmou que, apesar de o governo ter reduzido as despesas, o esforço foi comprometido pela alta dos juros, que aumenta a dívida pública.
Já Heitor Schuch (PSB-RS) ressaltou que o volume de negócios de uma feira de agricultura familiar foi prejudicada, uma vez que “ninguém se atreve a comprar uma máquina pagando 15% de juros”.
“Os bancos não defendem juros altos. Nós não precisamos de juros altos para termos a rentabilidade e o lucro que temos”, garantiu Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos.
Ao menos duas questões carecem ainda de esclarecimento pela autoridade monetária: por que a política que pratica é tão ineficiente, visto que o gasto é ilimitado e tem crescido ao triplo, nos últimos anos, para apresentar resultados semelhantes aos de quatro ou cinco anos atrás?; e como ela ajuda na missão constitucional do BC de fomentar o pleno emprego?

A resposta talvez resida no fato de a principal liquidez a ser enxugada ser a do Tesouro Nacional pois, do contrário, ela iria irrigar a economia com os “inflacionários” investimentos públicos produtivos e programas sociais de distribuição de renda. Um patamar da Selic que os bancos não precisam para lucrar como lucram, conforme preconizou o ex-diretor do BC, hoje na Febraban, mas que não reclamam dela, até pressionam a sua subida no famoso Relatório Focus.
Um comentário em “Nunca antes a política monetária foi tão cara para o Brasil como é hoje”