Manchetes do dia – 4.4.2025

Aepet – A extensão das fronteiras marítimas do país foi aprovada pela Comissão de Limites da Plataforma Continental da Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão incorpora ao Brasil 360 mil quilômetros quadrados de área do oceano Atlântico, uma dimensão equivalente à do território da Alemanha. A geóloga Sylvia Anjos, atual diretora de Exploração e Produção da Petrobrás, que atua há décadas nos estudos para essa conquista e que, em fevereiro, fez a defesa técnica do projeto na ONU.

Forças Terrestres – Em uma decisão estratégica com foco na soberania nacional, o Governo Federal anunciou nesta terça-feira a estatização da empresa Avibras Indústria Aeroespacial. A medida visa preservar o portfólio de produtos de defesa da companhia, considerada essencial para o desenvolvimento tecnológico e a autonomia militar do Brasil. Foi anunciada também a autorização para a construção de seis submarinos de propulsão nuclear da classe Álvaro Alberto.

Movimento de Defesa da Soberania Nacional – O bolsonarismo é fascista. A ditadura militar de 64 era autoritária. Qual a diferença? Autoritarismo não mobiliza socialmente e tolera certa competição política tutelada. A partir de 1964, ninguém podia sair às ruas em grupos de mais de três pessoas. Se saísse, logo aparecia um meganha ditando o conhecido “Circulando!”. Era comum exigirem carteira de trabalho. Se não tivessem, davam um “passeio” pela cidade.

Jornal GGN – Sob bandeira “American First” e de protecionismo republicano, as mesmas medidas de hoje já foram aplicadas no passado recente. E a história mostrou os resultados: a Grande Depressão e Segunda Guerra Mundial. Trata-se da Lei Smoot-Hawley, um grande aumento tarifário que se assemelha, em muito, aos decretos atuais de Trump contra as importações internacionais. Assim como a bandeira “American First”, as tarifas Smoot-Hawley buscavam proteger, na teoria, o setor agrícola dos EUA da concorrência internacional, profundamente endividado no final da década de 1920.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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