O Canal M65, do potiguar Carlos Albérico de Medeiros, dedica esta semana às reformas que o Brasil necessita executar para retomar a sua senda desenvolvimentista nacional e caminhar para “transformar este imenso país em uma grande Nação”, para emprestar as palavras de Tiradentes. O convidado inaugural da série foi Adalberto Monteiro.
O jornalista e dirigente do PCdoB e da Fundação Maurício Grabois explicou que o novo projeto nacional de desenvolvimento é um projeto de nação, para além das lutas fragmentárias, estas capazes de serem absorvidas pelo capitalismo. Foi concebido de maneira dialética, para fotalecer o Brasil e, adiante, abrir passo ao salto de qualidade para o socialismo.
A avalanche neoliberal do imperialismo estadunidense, principalemente, iniciada ainda nos anos 1980, provocou uma regressão do país que até então era o que mais crescia no mundo capitalista, desde a Revolução de 30.

Os governos seguintes, com exceção de Lula, não só promoveram a entrega e o desmonte das empresas e serviços públicos, bem como procuraram reduzir os direitos sociais antes conquistados. Direitos que vem desde Getúlio, acompanhados da industrialização e urbanização do Brasil, mas cujo corolário foi a concentração da renda produzida por todos os trabalhadores em mãos da burguesia nacional que se formou.
Mesmo sob a ditadura o Brasil continuou crescendo, mas ficou então carente das reformas de base destinadas à redução das desigualdades sociais no país.
Adalberto observou que a indústria contribuia com 37% do PIB e apoiava a agricultura e a mineração, agregando valor à pauta exportadora e ajudando o mercado interno a se fortalecer. Hoje está na casa de 10% do PIB e das exportações, que só conta com a aviônica dentre os quinze produtos mais significativos que o Brasil vende no exterior.
As reformas estruturantes mais relevantes envolvem a reindustrialização em novas bases tecnológicas; a reforma do sistema bancário, que só faz cobrar juros elevados do governo, sem favorecer o investimento em novas plantas industriais e o crédito ao consumidor, além de enxugar os cofres públicos; o uso da riqueza nacional para prover vida digna para o povo; e a transformação ecológica.
Monteiro concluiu com uma oportunidade que se abriu com a visita do premiê chinês Xi Jin Ping ao Brasil: novos acordos com o gigante asiático, participação soberana nos BRICS, venda à China para além dos primários, e também aprender com eles a tecnologia nos campos, como os satélites, em que estão mais avançados.
Conheça mais sobre o novo projeto nacional de desenvolvimento aqui e aqui.


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