Juro alto é a barreira ao crescimento do país que tem que ser superada já, dizem economistas

Em debate promovido pelo Observatório da Democracia economistas e sindicalistas denunciaram que o Banco Central (BC), comandado por Roberto Campos Neto, está boicotando a retomada da economia, ao seguir mantendo o nível do juro elevado no Brasil. “Se o Banco Central não reduzir os juros esta semana nós vamos ter por mais de 12 meses consecutivos a Selic em 13,75%”, disse José Luís Oreiro. Virgílio Guimarães classificou as taxas de juros do BC como “imorais”. Nilson Araújo afirmou que o juro alto “é o nó a ser desfeito agora”. Rene Vicente defendeu mobilizações dos trabalhadores e da sociedade.
Atrasado, BC reduz 0,5 ponto na Selic. País segue com maior juro real do mundo
Após três anos sem reduzir os juros, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 pontos percentuais, após ter mantido a taxa em 13,75% por um ano, restringindo o nível de atividade econômica, com a derrubada dos investimentos privados e do consumo de bens e serviços, além de elevar o endividamento das famílias, das empresas e do setor público. Uma gota ante ao oceano – mantendo o Brasil campeão mundial de juros reais (descontada a inflação).
Estudo do Ipea mostra que o Brasil tem menos servidores públicos que países como EUA, Noruega, Suécia e Chile

Segundo o levantamento, dos 91 milhões de trabalhadores brasileiros, 11,3 milhões estão atuando no setor público com diferentes tipos de contratação, representando 12,45% do total. O número de servidores públicos no Brasil é parecido com o do México, onde 12,24% atuam no serviço público. Por outro lado, é menor que o dos Estados Unidos, onde 13,55% dos trabalhadores estão no setor público. Para ficar na América do Sul, o Chile também tem mais servidores públicos que o Brasil: eles representam 13,10% da força de trabalho no país.
Prolongamento de operação da PM, no Guarujá, preocupa ouvidor das polícias

Subiu para dezesseis pessoas mortas desde o início da Operação Escudo, realizada pela Polícia Militar na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. A ação da polícia começou na última sexta-feira (28) após execução do PM de patrulhamento de rondas ostensivas, Patrick Bastos Reis. O governo tem declarado que a operação pode se prolongar, sem tempo determinado. Ao todo, 58 pessoas foram presas e outros quatro adolescentes foram apreendidos por tráfico de drogas. Até a terça-feira (1) a polícia apreendeu 385 quilos de entorpecentes e 18 armas, entre pistolas e fuzis.


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