A sangria do Estado é antiga e exigirá do presidente eleito mudanças na política monetária para redirecionar os recursos drenados do Estado aos investimentos públicos e benefícios sociais anunciados em campanha.
De se lembrar que o trilhão de reais bienal não produziu o efeito esperado de enquadrar os preços à meta de inflação e sequer esteve sujeito ao teto de gastos.

Com a taxa básica de juros (Selic) em patamar elevado, a 13,75% ao ano, os gastos com juros da dívida pública alcançaram R$ 592 bilhões no período acumulado em 12 meses até setembro, maior volume da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em dezembro de 2001. Os dados foram divulgados pela autoridade monetária no fim de outubro de 2022.
O montante é 76,34% maior em relação a setembro do ano passado. Isso ocorre porque grande parte dos títulos emitidos pelo governo para se financiar é atrelada à Selic. Segundo estimativas da autoridade monetária, o aumento de 1 ponto percentual nos juros básicos, mantido por 12 meses, eleva a dívida bruta em R$ 36,5 bilhões e a líquida, que desconta os ativos do governo como as reservas internacionais, em R$ 38,1 bilhões.
Entre janeiro e setembro, os desembolsos com juros somaram R$ 435,57 bilhões, R$ 156,61 bilhões a mais…
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Um comentário em “Gasto com juro da dívida cresce 76% e bate recorde”