Louis Pasteur

Ler a obra de Neyde Prado Zühlke[1] sobre o Louis Pasteur nos anima a persistir no caminho da ciência. Nascido em 1822 no interior da França, deixou um impressionante legado, construído por si e seus colaboradores na segunda metade do século 19.

Além dos resultados concretos na descoberta do processo não por acaso conhecido como pasteurização, usado na conservação de bebidas como o vinho e o leite, dos seres microscópicos causadores de doenças e da atenuação viral para a produção de vacinas preventivas e curativas, o cientista deixou um exemplo de método científico ao trabalho de outros, para o trato da realidade objetiva, adiante sistematizado por Mao Tsé Tung em Sobre a Prática e a Contradição. Um árduo trabalho de observação, formulação teórica e testes práticos, orientados ao tratamento das doenças animais e humanas.

Aficcionado pelo trabalho de pesquisa e rigoroso com a aferição dos resultados, Pasteur acreditava que “a vida não tem valor, quando não se pode ser útil a outrem“. Pensava também que “seria muito interessante se os progressos da ciência partissem também do coração”. Convicto dos seus propósitos, declarava: “não basta amar a verdade, é preciso defende-la também”.

Um homem de ciência deve pensar no que se dirá dele nos séculos futuros e não nos insultos e elogios do momento atual.

Entre as críticas que sofreu em vida, uma delas se destaca pela sua semelhança com os tempos atuais do negacionismo. Um pecuarista da época afirmou que quem achava que seres invisíveis causavam as doenças não sabia o que estava falando. Mas era um tempo em que muitos médicos achavam perda de tempo lavar as mãos antes e depois das cirurgias, que ocorriam em número impressionante. Esta simples medida séptica fez reduzir as mortes puerperais de 50% para 15% nos hospitais que adotaram a prática, hoje comum antes das refeições, inclusive.

Em seu jubileu, Pasteur dirigia-se ao Presidente da França e a centenas de cientistas e estudantes europeus que lhe rendiam homenagens.

Direi que duas leis contrárias aparecem em luta hoje em dia; uma lei de sangue e morte, que imagina todos os dias novos meios de combate, obriga os povos a estarem sempre prontos para o campo de batalha; e uma lei de paz, de trabalho, de saúde, que só pensa em libertar o homem dos flagelos que o assolam.

Sempre que a ciência busca “senão o alívio da humanidade”, o cientista “ter-se-á esforçado em estender as fronteiras da vida“.

[1] O Mestre Louis Pasteur, Neyde Prado Zühlke, expositora da Federação Espírita do Estado de São Paulo, que editou o livro. Da obra, transcrevemos as citações atribuídas ao cientista francês.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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