Brasil 2022: A Crônica da Servidão Consentida

Assiste plena razão a Oreiro quando afirma que o Brasil sofre, de 1980 em diante, de “regressão produtiva”. Quando as finanças assumiram o predomínio nas relações do Brasil com os centros desenvolvidos, a marcha atrás da economia e da renda foi inevitável.
Correto está também ao creditar a Getúlio o título de melhor presidente da história. O crescimento econômico médio da era nacional-desenvolvimentista inaugurada em 1930 foi quase o dobro do pico do período recente e três vezes mais rápido que a etapa rentístico-dependente das últimas quatro décadas.
Vem respondida na aula abaixo ministrada o porquê do fracasso das teses ultraliberais: se as reformas de Estado feitas produziram maus resultados, seriam as faltantes as que levariam ao progresso e riqueza econômicos? O mundo parece discordar. Por aqui, se fosse verdade, elas teriam sido feitas primeiro e o desastre teria sido ainda maior.
Como dizia meu sábio pai, “este é um país tão bom que governo nenhum consegue acabar”. O povo brasileiro resiste ao exterminador do futuro, a começar pelo douto professor Oreiro.

José Luis Oreiro

No início de 2006 eu escrevi um artigo com o então Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Rodrigo rocha Loures (pai), e Carlos Artur Krueger Passos, então consultor da FIEP e professor da UFPR intitulado “Desindustrialização: a crônica da servidão consentida” (https://revistas.ufpr.br/ret/article/view/28936/18905) , o qual foi publicado no Vol. 04 do Boletim Economia & Tecnologia do Centro de Pesquisas Econômicas do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná, do qual eu era o Diretor-Presidente. O artigo começava com uma citação do teórico militar alemão Clausewitz : “Não é no que pensamos, mas no como pensamos, que reside nossa contribuição a teoria”. Nesse artigo alertamos o então governo do Presidente Luis Inácio Lula da Silva que o Brasil se encontrava num grave processo de desindustrialização, o qual acabaria por levar o país a estagnação econômica e ao retorno a condição de “colônia informal” dos países desenvolvidos…

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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