Energia é questão de soberania e segurança nacional

A Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED) trouxe Guilherme Estrella para falar da obra de sua vida: a busca da autossuficiência energética brasileira.

Um país de dimensões continentais, riquíssimo em minérios sob a terra e o mar, grande produtor de alimentos e muito bem servido de água. Assim Estrella qualificou o Brasil.

Há dois séculos, no entanto, foi incapaz de acompanhar antigas metrópoles e mesmo a colônia britânica do norte no processo de industrialização por ser desprovido de energia, que estava latente, mas não era aproveitada em favor do desenvolvimento da nação que alcançou, em 1822, a independência política em relação à Portugal.

O petróleo de Lobato, a Revolução de 30, o controle estatal do ouro negro e a posterior criação da Petrobrás marcaram a viragem do Brasil à condição de 7ª economia do planeta, industrializada e soberana de suas riquezas naturais.

A maior empresa pesquisou, descobriu a Bacia de Campos e mais recentemente o pressal, com tecnologia própria e pioneira, fruto da inteligência nacional.

Dessa forma, contribuiu ao projeto nacional de desenvolvimento com um dos fundamentos indispensáveis: a energia.

Quando do choque de 1973 a Petrobrás foi ao exterior, como os demais países industrializados, para buscar petróleo que aqui era insuficientemente extraído. Estrella viveu três anos com a família no Iraque. O povo árabe causou-lhe boa impressão pela alegria e generosidade, lembrando os brasileiros, o que lhe facilitou a integração. “De quebra”, conduziu a descoberta de um imenso campo naquele país. Se, de um lado, facilitou os acordos com o Brasil, por outro suscitou a invasão e destruição do país pelos EUA, desesperados em se apoderar de fontes de energia mundo afora.

Guilherme lembrou que a China dispõe de amplas condições para a disputa pela hegemonia global. No entanto, seu “calcanhar de Aquiles é a energia”.

Interesses antibrasileiros, lembrou o ex-diretor da Petrobras, têm não só dirigido a empresa como o conjunto do governo, que tudo faz para conduzir a gente brasileira à escravidão colonial do “cassino financeiro internacional”.

Perguntado sobre as vindouras eleições presidenciais, tomou o partido do Brasil. São duas opções em jogo:

País soberano x país colonizado.

Guilherme Estrella é geólogo e foi diretor da Petrobrás quando a empresa chegou a 7 mil metros sob a superfície do mar para produzir óleo fino.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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