O tamanho das economias segundo a paridade de poder de compra

Convém ser o cálculo do Produto Interno Bruto de um determinado país feito na moeda nacional, já que uma das funções do dinheiro é a de ser o equivalente universal das mercadorias, permitindo assim somar os variados produtos da economia em análise.

Para comparar o PIB entre os diversos países, leva-se em conta questões de câmbio entre as respectivas moedas, já que elas também têm o seu preço nas trocas internacionais. Dessa forma, a tabela ao lado ilustra quais seriam as maiores economias do mundo.

No entanto, mais recentemente, os organismos internacionais passaram a preferir o uso da “paridade do poder de compra”, quer seja o quanto a moeda de um determinado país consegue adquirir de produtos em outro, após o câmbio da moeda estrangeira pela local.

É o que se conhecia, ainda no século passado, como “padrão Big Mac”, em conexão com o famoso sanduiche.

Por exemplo, nos Estados Unidos uma unidade do lanche custa USD 3,99. Fora taxas e impostos, com esse valor é possível adquirir, ao câmbio de R$ 5,06 por dólar dos EUA (15.6.2021, 9:45), aproximadamente R$ 20,19, insuficientes para comprar o mesmo item nos restaurantes brasileiros, que cobram, preço de tabela, R$ 21,90 pelo Big Mac.

No exemplo citado, seria necessário diminuir o PIB brasileiro na moeda estadunidense em quase 8%, para uma comparação mais próxima da quantidade física de produtos.

O mesmo sanduíche custa, na moeda local chinesa, 21,10, equivalentes ao câmbio de 15.6.2021 a USD 3,29. A se adotar o padrão Big Mac, o PIB do país asiático em dólares seria acrescido de 21% na comparação com os EUA e mais de 30% quando comparado ao brasileiro.

Por evidente, a cesta de produtos considerada nas comparações internacionais é bem mais complexa e envolve não só bens de consumo como matérias primas e outros bens de produção.

Por fim, é importante considerar a população de cada país. Nessa situação, o PIB per capita dos EUA segue maior que o dos chineses, mas estes, em dez anos, já deixaram o Brasil para trás, lembrando que, em 1980, a produção global do gigante asiático era menor que a brasileira.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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