O caminho brasileiro para o nacional-desenvolvimentismo

Jorge Venâncio, Luciana Santos e Renato Rabelo

Com informações da Hora do Povo e do Vermelho

A Fundação Maurício Grabois, por meio da cátedra Cláudio Campos, deu início à construção de um projeto de país para o Brasil, como contribuição para, mais que superar a pandemia e o fascismo que pairam no ar, retomar as rédeas do desenvolvimento econômico e social brasileiro.

Segundo a vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos:

Precisamos de um projeto que oriente o rumo do país. Sem um projeto nacional de desenvolvimento, o Brasil encontra-se à deriva, de várias formas, inclusive pelo governo de sabotagem e negacionismo da pandemia, que leva a crise federativa ao limite de tensões entre estados. Por outro lado, essa deriva e caráter autoritário do governo Bolsonaro unificam amplos setores da sociedade como uma bandeira para interrompê-lo.

A história do nacional-desenvolvimentismo no Brasil foi contada por Jorge Venâncio:

A ideia de um mercado interno vigoroso foi fundamental para este processo de industrialização, com medidas claras de construção dessa cadeia de proteção ao trabalho e à renda. Foi nesse período da década de 1930, em plena crise mundial capitalista, que o getulismo criou o Ministério do Trabalho (1930), a Lei da Sindicalização e criação da Previdência Social (1931), a jornada de oito horas (1932), a criação do salário-mínimo (1938), da Consolidação das Leis do Trabalho (1943). O retorno de Getúlio na década de 1950 também significou o reajuste do salário mínimo arrochado pelo governo Dutra, de Cr$ 380,00 para Cr$ 1.200,00 (1952) e reajuste de 100% para Cr$ 2.400,00 (1954) bem acima da inflação (42%).

O incremento no investimento público, no mesmo período, foi um dos fatores fundamentais do nacional-desenvolvimentismo getulista: a criação do Conselho Nacional do Petróleo (1938), do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (1939), da Companhia Siderúrgica Nacional (1940), da Companhia Vale do Rio Doce e do Banco de Crédito da Borracha (1942), da Companhia Nacional de Alcalis e Fábrica Nacional de Motores (1943), da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1945), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e do Banco do Nordeste (1952), da Petrobras (1953) e do envio ao Congresso do Projeto Eletrobrás (1954), criada por Jango em 1962.

Renato Rabelo, da Fundação Maurício Grabois, sintetizou:

“É PRECISO O FOMENTO DAS FORÇAS PRODUTIVAS POR MEIO DO AUMENTO DA TAXA DE INVESTIMENTO PARA ATENDER AS CRESCENTES NECESSIDADES DA POPULAÇÃO”

Há muito mais por saber sobre a construção do Brasil independente segundo os nossos interesses nacionais (4.669 palavras, Hora do Povo). O seminário prossegue com mais 60 palestrantes em dez sessões. Dele se espera um projeto nacional-desenvolvimentista para o Brasil.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

<span>%d</span> blogueiros gostam disto: