#vaitervacina

Apesar de V. Incompetência…

O combate antiviral deposita esperanças, como as sociedades humanas fazem há mais de um século, na conquista de uma vacina contra a Covid-19 e suas variantes, da mesma forma que existem outras que previnem a poliomielite e o sarampo.

No entanto, a Semana da Pátria só faz acumular insucesso das pouco preparadas autoridades sanitárias do governo federal.

Dias depois de Bolsonaro reafirmar que vacinação não pode ser obrigatória, chega a triste notícia de, pela primeira vez no século 21, o Brasil não ter cumprido a meta de vacinação. Além de sujeitar crianças inocentes ao sofrimento de males como o sarampo, por exemplo, a maledicência traz embutido o risco de surtos e pandemias de viroses que há muito tinham sido extintas em solo brasileiro.

Aqui não se trata de proteger liberdades individuais, mas de um indivíduo tomar uma decisão que prejudica a todos os outros, seus parentes, vizinhos e compatriotas.

Se a necropolítica oficial, além ser de incapaz de encontrar um médico juramentado para encarregar-se do Ministério da Saúde em plena pandemia de 7 dígitos (4 milhões de infectados confirmados), dá vazão a manchetes como a do lado, a notícia seguinte traz mais preocupação.

Há um mês o Presidente da República assinou medida provisória com crédito suplementar de R$ 1,9 bilhão para produzir, na Farmanguinhos, cem milhões de doses de vacinas. Do total, menos de um terço para aparelhar a estatal quanto ao processo produtivo e R$ 1,3 bilhão a título de encomenda tecnológica à AstraZeneca, multinacional britânica proprietária da vacina “de Oxford”. Produto hoje suspenso por reação adversa grave em testes com voluntários no exterior.

Se a contaminação cede passo há duas semanas no Brasil, segue infectando e matando gente desnecessariamente, além de voltar a causar males em países que a julgavam controlada.

Felizmente, o Brasil não apostou todas as fichas em uma única solução. Se o governo federal nos deixou nos fez voltar à “estaca zero”, São Paulo já tem 99% de resposta imunológica com uma das vacinas chinesas e o Paraná avança nos testes com a vacina russa.

Releituras sugeridas: Sem ciência não há futuro e Acabou a pandemia?.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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