Mais serviços públicos, salários em dia, menos juros

Dois dias atrás o Presidente da Câmara dos Deputados mostrou-se favorável à redução dos salários dos servidores públicos, exatamente aqueles que estão à frente e na retaguarda do combate pela vida nestes tempos pandêmicos.

A ajuda que os profissionais da saúde e da segurança pública que estão em campo arriscando a própria vida em favor da sociedade toda é complementada por outros agentes encarregados da elaboração e execução de políticas públicas fundamentais para o bom funcionamento do Estado e do país, mesmo e destacadamente neste período.

Entra ano, sai ano, o serviço público da União fica cada vez mais barato, em relação aos tributos produzidos pelos trabalhadores e proprietários que dele se servem todos os dias.

Ninguém parou de trabalhar e de entregar à sociedade o que do Estado se espera: salvar vidas, preservar a democracia e manter o funcionamento do país em condições que favoreçam a contenção viral com o mínimo de perdas possível. Em esforço extraordinário, apesar do chefe que têm, os especialistas ainda apresentaram seu próprio plano à retomada nacional.

Dobrar a ajuda emergencial representa menos da metade da despesa com juros deste ano, e menos do que o saldo restante da rubrica orçamentária.

Mas, ao invés de segurar um pouquinho os juros da dívida pública, o governo parece preferir reduzir os serviços públicos cortando salários dos seus servidores, criando risco para descumprir ainda mais os preceitos constitucionais da garantia dos direitos sociais.

Sobre o orçamento e a crise pandêmica: veja em A saúde tem pressa e Incompetência ou sabotagem.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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