Tecnologia e desenvolvimento

A agência de desenvolvimento paulista – Desenvolve São Paulo – publicou recentemente um mapa econômico e social das 16 regiões administrativas do Estado. Segundo a empresa, “o objetivo foi identificar as potencialidades, oportunidades e desafios relacionados ao desenvolvimento das 16 Regiões Administrativas do Estado de São Paulo”.

Avaliando o quadro geral, o estudo revela: “um desses pontos revelados pelo Mapa é como os avanços da tecnologia têm impactado o setor produtivo. Ao identificar os segmentos mais estratégicos, dos mais tradicionais aos mais dinâmicos, tornou-se evidente a importância da inovação no desenvolvimento econômico e social das Regiões Administrativas”.

Não é característica, porém, da Região Administrativa de Santos, que compreende, além da cidade-polo, Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande e São Vicente.

Ainda que a Petrobras tenha se comprometido com importantes investimentos na região e Santos tenha instalado o seu Centro Tecnológico para toda a baixada santista, é zero a participação regional nas exportações da produção paulista de alta tecnologia.

Qual o efeito prático de se obter renda de produtos básicos, como combustíveis e metais, além de serviços? Enquanto 4,1% dos paulistas moram na Baixada, o PIB regional representa apenas 3,1% do total estadual. Aquém, por óbvio, de outras regiões com mais tecnologia industrial e valor agregado à produção.

Ainda assim, é desigual a condição de vida entre as cidades praianas: somente Santos é considerada dinâmica, ao aliar razoáveis riquezas com bons indicadores sociais, segundo o Índice Paulista de Desenvolvimento Social de 2018, apurado pelo Seade. Guarujá, Bertioga, Praia Grande, Cubatão e Itanhaém têm dinheiro, mas longevidade e educação insatisfatórias. Já São Vicente, Mongaguá e Peruíbe classificaram-se como municípios vulneráveis.

O estudo mostra potenciais e riscos a empreendedores individuais, mas também subsidia a formulação de políticas públicas capazes de promover o desenvolvimento econômico e a igualdade social intra e inter-regional, contribuindo para que São Paulo e o Brasil como um todo avance rumo ao seu destino de Nação próspera e generosa para com o seu povo.

A foto que ilustra a região administrativa de Santos mostra uma plataforma marítima de exploração de petróleo. Um bom caminho para avançarmos, como falamos em A riqueza mora em frente à praia.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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